Artigos esportivos piratas implicam em R$ 9 bilhões de prejuízo a empresas em 2021

No ano passado, o governo perdeu R$ 2 bilhões de arrecadação em impostos.

Foto: Marco Antônio Astoni

O Brasil atende a um dos maiores palcos de comercialização ilegal de artigos esportivos no cenário nacional. O prejuízo desse mercado implica, de forma bilionária, a clubes, fornecedores, revendedores oficiais e consumidores. Isso porque, em várias ocasiões, eles deixam de receber receitas por produtos semelhantes aos produzidos originalmente. No ano passado, o governo perdeu R$ 2 bilhões de arrecadação em impostos. Do mesmo modo, as empresas do setor acumulam um impacto negativo de R$ 9 bilhões, visto que 33% do mercado brasileiro neste setor é ilegal. A informação é do site ge.globo.

 

Um estudo da pesquisa de campo, pedida pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), feita pela Associação pela Indústria e Comércio Esportivo (Ápice), apontou que 50% dos entrevistados que adquiriram produtos esportivos em 2021 consumiram pelo menos uma peça pirata. Ainda segundo a publicação, a pirataria prejudica ainda mais a etapa do preço final, apesar da alta tributação acerca dessa categoria no Brasil sobre o mercado informal.

“O consumidor de produtos originais está pagando a conta desse enorme mercado pirata que temos no Brasil. É preciso também considerar que paga uma conta alta em função de outros fatores, não só da pirataria. Principalmente a tributação. E a tributação alta é uma das origens da alta incidência de pirataria. Mas é claro que a pirataria também traz um custo. As empresas acabam tendo de investir para proteger suas marcas, fiscalização, monitoramento do mercado, cooperar com autoridades, manter advogados especializados, enfim, é uma somatória que resulta em custo, que é embutido no preço dos produtos originais. Além disso, a pirataria reduz a escala de produção e venda dos produtos, e portanto, aumenta o custo”, explicou o diretor-executivo da Ápice, Renato Jardim.

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