Robinho é condenado em última instância por violência sexual

Jacopo Gnocchi, advogado da vítima , comemorou a decisão em última instância e fez um apelo à Justiça brasileira.

Alexandre Schneider/Getty Images

Nesta quarta-feira (19), a Corte de Cassação da Itália condenou o atacante Robinho e de seu amigo, Ricardo Falco, a 9 anos de prisão em última instância por violência sexual de grupo. A sentença vai sair em 30 dias. O jogador e seus advogados apresentaram nesta manhã o último recurso, que foi negado pela corte italiana. Mesmo com a condenação em última instância, Robinho e Falco não poderão ser extraditados para a Itália, já que a Constituição de 1988 proíbe a extradição de brasileiros. Além disso, a condenação imposta pela justiça italiana não pode ser aplicada em território brasileiro.

 

Jacopo Gnocchi, advogado da vítima , comemorou a decisão em última instância e fez um apelo à Justiça brasileira. “Mais de 15 juízes analisaram o caso em primeira, segunda e terceira instância e confirmaram o relato da minha cliente. Agora é preciso ver como será o cumprimento dessa pena, o Brasil é um grande país e espero que saiba lidar com essa situação. Para nós, a sentença deve ser cumprida. Se fosse na Itália, ele iria para a prisão. Agora a bola estará com o Brasil, que tratará isso com base na sua Constituição”, afirmou Gnocchi.

Durante a curta sessão, apenas um dos advogados de Robinho, Franco Moretti, fez a sustentação oral. Ele afirmou que a relação entre a mulher e Robinho foi consensual, tentou trazer à audiência pontos sobre a conduta da vítima e citou um dossiê da vida privada da vítima, que foi rechaçado no julgamento em segunda instância. A vítima diz que foi embriagada e abusada sexualmente por seis homens enquanto estava inconsciente.

ENTENDA O CASO

Na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013, o atacante Robinho, na época um dos principais jogadores do Milan, esteve na Sio Café, uma conhecida boate de Milão, junto com Ricardo Falco e outros quatro brasileiros. Segundo a denúncia da Procuradoria da cidade, todos eles participaram da violência sexual contra uma mulher de origem albanesa.

Amigos do jogador que o acompanhavam no exterior, os outros quatro brasileiros deixaram a Itália durante a investigação e não foram acusados, sendo apenas citados nos autos.

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