Botafogo recebe proposta de investidor e pode seguir caminho do Cruzeiro

Proposta chegou ao clube carioca na última segunda-feira (20)

Foto: Vítor Silva/Botafogo

Depois do Cruzeiro, outro clube brasileiro entrou no radar de investidores milionários. Trata-se do Botafogo, que, na última segunda-feira (20), recebeu a proposta inicial de um comprador para ter adquirido os ativos da Sociedade Anônima do Futebol do clube (SAF). A proposta foi encaminhada à XP Investimentos – representante da agremiação – e seguiu para o presidente Durcesio Mello e para o CEO Jorge Braga. De acordo com o executivo e líder do projeto na XP, Pedro Mesquita, o valor ainda não pode ser definido porque a negociação segue em andamento.

 

“Li em alguns sites sobre um valor de R$ 700 milhões. O que existe é uma oferta não vinculante, que está sendo examinada pelo clube e pela XP. E o valor não é esse. É uma oferta de um investidor com credibilidade e experiência no futebol. Cabe ao Botafogo agora analisá-la”, comentou.

Como resultado, o Glorioso fará uma contraproposta para chegar rapidamente a um acordo.

“Temos um acordo de confidencialidade, logo não podemos abrir detalhes. Mas posso dizer que é um investidor estratégico, que conhece e opera futebol. A preocupação primordial é garantir a perpetuidade do Botafogo. Levamos essa primeira oferta ao presidente, que ficou empolgado e vamos fazer uma contraproposta”, disse Jorge Braga.

Todavia, após receber a devolutiva do clube carioca, o investidor tem a possibilidade de realizar uma proposta vinculante, que seria a última instância para assinatura do contrato. A lei ainda exige que 20% das receitas da SAF sejam endereçadas aos pagamentos das dívidas cíveis e trabalhistas do Botafogo, que gira em torno de R$ 1 bilhão, após a venda. Dessa maneira, os débitos precisariam ser quitados no período entre seis e dez anos.

“As dívidas cíveis e trabalhistas que estão no Regime Centralizado de Execuções somam cerca de R$ 450 milhões. Caso o clube aumente seu faturamento, você torna possível o pagamento. Mas existem outras formas de tratamento para a dívida, que devem ser alinhadas com o investidor”, adiciona o CEO da agremiação do Rio de Janeiro.

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