Juiz nega pedido de torcedores do Vitória e mantém torcida única no Ba-Vi

Grupo de torcedores entraram com uma liminar na quinta-feira

O primeiro clássico BA-VI da temporada 2019, marcado para o próximo domingo (03), às 17h00, na Arena Fonte Nova, pela terceira rodada da Copa do Nordeste, será de torcida única. A recomendação foi mantida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) que passou a orientação para a Federação Bahiana de Futebol (FBF) e para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Sendo assim, pelo fato do Bahia ser mandante, a partida receberá apenas os tricolores que já adquiriram mais de 30 mil ingressos para o dérbi.

No entanto, na quinta-feira (31), um grupo de torcedores do Vitória entrou com um pedido na 13ª Vara do Sistema de Juizado Especial de Salvador requisitando que a diretoria do Bahia e o governo do Estado garantissem a presença da torcida rubro-negra na praça esportiva. Porém, a liminar foi negada pelo juiz Leo André Cerveira alegando questões de segurança e destacando a aceitação dos clubes na torcida única. Segundo o advogado Diego Assis, integrante do grupo que propôs a ação, a decisão já era esperada.

“A decisão já era esperada, mas a grande vitória é ter no indeferimento da cautelar o reconhecimento do nosso direito. A recomendação do Ministério Público que instituiu a torcida única não acabou com a violência nos dias de clássicos e elas seguem ocorrendo onde sempre ocorreram, com a diferença de que torcedores como eu e meus colegas envolvidos na ação, sem qualquer histórico de participação nos atos citados, nos vemos impedidos de acompanhar nossa principal paixão. A denúncia feita pelo magistrado de que os clubes parecem cômodos com a situação que vive o futebol do estado da Bahia, e nessa ação nós queríamos demonstrar exatamente isso, que nós, torcedores, não estamos. Vamos avaliar os próximos passos, mas não vamos desistir”, disse o jurista.



O último clássico com as duas torcidas aconteceu em 18 fevereiro de 2018, aquele que ficou conhecido como o “BA-VI da Vergonha” por conta da briga generalizada dentro de campo entre os jogadores, que repercutiu mundialmente. O duelo nem chegou a completar os 90 minutos e foi encerrado por ter excedido o número de expulsões e depois acabou parando nos tribunais.

Além das cenas lamentáveis protagonizadas pelos jogadores, no mesmo jogo a torcida do Vitória invadiu uma área destinada aos torcedores do Bahia que, por sua vez, depredou as dependências do Barradão. Fora do Estádio, foi registrado um confronto entre integrantes de torcidas organizadas dos dois clubes. A briga aconteceu na região da Baixa dos Sapateiros e uma guarnição da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) precisou intervir disparando tiros para o alto.

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