Roger nega procura do Inter e diz estar bem adaptado ao Bahia

"Vivo um planejamento de um trabalho em andamento", frisou

FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC

Além de falar da partida contra o Fluminense, já era esperado que o técnico Roger Machado seria questionado sobre a procura do Internacional na entrevista coletiva. O treinador foi enfático e garantiu que não foi procurado por ninguém do Internacional, além disso, destacou que está focado no planejamento de um trabalho com o Esporte Clube Bahia e bastante adaptado à cidade de Salvador. Ele se diz lisonjeado pela aceitação da torcida colorada no seu nome diante da trajetória no rival Grêmio como jogador e treinador, porém, confirmou que continua no Esquadrão com quem tem vínculo até o final de 2020.

 

“Não houve contato de modo algum. Vivo um planejamento de um trabalho em andamento muito bem. Estou bem adaptado ao clube, à cidade. Vai haver continuidade. Fico lisonjeado, principalmente vendo o nível de aceitação da torcida colorada, porque, com trajetória no maior rival como jogador e treinador, você ser uma das opções, te deixa feliz, ainda mais nesse universo que nós vivemos. Isso me dá a certeza que a minha conduta foi correta. Sempre tive muito respeito.”, disse Roger.

Roger Machado também fez uma análise da partida em que o Bahia criou inúmeras chances, mas perdeu para o Fluminense, por 2 a 0, no Maracanã. O treinador destacou que o time teve um nível de concentração e tecnicamente abaixo do que se espera.

“Jogo que, tecnicamente, nós tivemos abaixo. Jogo com nível de concentração baixa. Intensidade alta no segundo tempo, o que levou a muitas oportunidades. Proporcionamos erros importantes, que além de dar confiança, deram bastante campo ao Fluminense. No segundo tempo, com as mudanças, menos pelas mudanças, muita mais pelo nível de concentração mais alto, nos levou a ter o controle do jogo. Jogo ruim tecnicamente e um resultado ruim. Jogo com confiança alta pela possibilidade de alcançar a quinta colocação, mas concentração baixa. A bola não aceita desaforo. A gente sai derrotado e insatisfeito com o que produzimos. Foi um jogo com confiança alta e concentração baixa. Confiança excessiva gera autossuficiência, daí você desconhece os riscos, a chance de errar e maior, e você oferece mais ao adversário. Diante desse cenário, a gente teve inúmeras oportunidades. Um capricho um pouco maior, o goleiro teve uma noite inspirada também. Hoje foi o dia do não. Contra o São Paulo, mesmo tendo sido um jogo amarrado, fui para coletiva falando que a equipe tinha jogado bem. Hoje, embora a gente tenha tido muitas chances, foi ruim tecnicamente, e atribuo ao nível de concentração”

Roger Machado também falou sobre o encontro com Marcão, ambos sendo os únicos técnicos negros no Brasileirão. “A gente estava contabilizando no vestiário. Do primeiro minuto até o minuto 15, tivemos seis oportunidades de gol. Muriel, naquele momento, se tivéssemos diminuído, traríamos emocionalmente o jogo para o nosso lado. Tomamos o controle técnico, tomaríamos o controle emocional. Por isso os goleiros são importantes. Foi muito bem. Fez defesas importantes. Não sei se mudaria completamente, mas foi um volume grande. Mas erramos muito. Preferia um volume menor, mas que tivesse mais eficiência.

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