VAR – UM DESSERVIÇO À MANDO DOS INTERESSES DA CBF

Quem gerencia o VAR não passa credibilidade alguma em qualquer que seja seu ato

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A implantação do VAR foi visto por muitos como uma boa solução pra questão da arbitragem no Brasil, e, conceitualmente, era o ideal para equilibrar um campeonato brasileiro, notório por decisões que beneficiavam equipes com maior poderio financeiro, via de regra, na dúvida se decidia pró essas equipes. Um recurso tecnológico adotado no Brasil, com o viés de busca em trazer mais justiça nas decisões arbitrais, conforme já é uma realidade em outros esportes como o tênis e o voleibol, já estabelecido e sem contestações por parte de qualquer que seja os lados, pois a decisão nesses esportes é mostrada a todos, em pouco tempo e sem deixar margem de duvidas, o que traz credibilidade ao VAR no ato.

 

Quem gerencia o VAR é a famigerada CBF, que não passa credibilidade alguma em qualquer que seja seu ato, é uma instituição eivada de vícios, corrupta e que se beneficia de um modelo político defasado e retrogrado, pois as federações e clubes têm uma obrigação política que engessa qualquer possibilidade de ser pensar que há lisura ou seriedade nos tramites por ela executado.

Assim sendo, numa rodada marcada por polêmicas, como foi a nona rodada do Brasileirão 2019, não se falou de futebol, pois em três jogos, coincidentemente houveram decisões desfavoráveis a times nordestinos assinaladas pelo VAR. Independente do resultado das partidas o mau uso dessa ferramenta, de alguma maneira, foi prejudicial às partidas. No jogo entre CSA E Flamengo, houve um pênalti claro, num toque de mão do jogador Arão do Flamengo, simplesmente ignorado pelos 4 árbitros, os de vídeo e o de campo, que sequer revisaram o lance ou muito menos deram satisfação para os interessados.

No jogo do Bahia e Internacional, outro lance que foi decidido pelo vídeo e não foi mostrado ao grande público, a partida estava 0 a 0 e o jogo estava bastante equilibrado, o que afeta sim na proposta de jogo de ambas equipes, independente de favorecer ou não a qualquer uma das partes do jogo, vencido pelos gaúchos por 3 a1.

Em Fortaleza, mesmo com o triunfo do Time da casa por 2×1 ante ao Cruzeiro, um lance em especial foi tema de um discurso feito pelo técnico Rogério Ceni, há muito ecoado pelas bandas do futebol nordestino, onde expôs com concisão sobre o tendenciosnismo da Arbitragem e da CBF em favorecer clubes do Eixo em detrimento aos clubes de menores investimentos, ao não expulsar o jogador Léo do Cruzeiro, que por pouco não quebrou a perna do jogador do Fortaleza, numa jogada completamente absurda e aos olhos de quem quer fosse era pra expulsão direta e inconteste.

Talvez o Rogério Ceni tenha sentido ao vir ao nordeste o que ele não tinha prestado atenção do que ocorria quando este era jogador do São Paulo e não tinha a dimensão de como se agia em prol do eixo sul/sudeste, mas agora sente na pele pelo que luta o Bellintani e os clubes do Nordeste em geral.

Mas o que quero propor aqui é uma reflexão, e seguir o modelo que ocorre na Argentina, onde os clubes, em comum acordo, criaram uma liga e afastaram a AFA do gerenciamento do campeonato argentino, os clubes assumiram e passaram pra um modelo onde negociam em bloco com as redes de TV suas cotas e são co-responsáveis pelo equilíbrio financeiro do campeonato, com sanções para quem vier a desrespeitar o acordo firmado de responsabilidade financeira solidária, ou seja, se um se der mal, todos se dão mal, se todos forem bem todos se beneficiam, deixando a AFA e as suas federações a cargo exclusivo de seleção, sem ingerência direta nos clubes e no campeonato.

O VAR em um país com pessoas sérias tem credibilidade, pois não se esconde da opinião pública pra mostrar, no outro dia, uma decisão que tem que ser imediata e de conhecimento de todos os milhões de espectadores que fazem o futebol o esporte mais gigante deste país e do mundo. O que aconteceu ontem reforça a necessidade de se pensar não só na tecnologia em si, mas que ela é gerida pelos mesmos árbitros viciados e aposentados, que tanto já fizeram lambança em campeonatos anteriores e hoje aposentados, retornam ainda que auxiliados pela tecnologia, se posicionam com a mesma incompetência de antes e os mesmos valores tendenciosos de antes, não agregando credibilidade nenhuma a essa ferramenta.

Diego Campos, torcedor do Bahia, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.

 

 

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