Jogar a toalha ou calçar as luvas, escolham

Enganam-se muito quem traduz apoio de torcedor com presença em campo, enchendo estádio. Apoio de torcedor são aplausos, isso sim é que motiva os artistas, seja da bola seja de que ramo forem, artistas não sabem conviver com vaias e críticas exacerbadas, muito mais se redimem com tapinhas nas costas, antes das vaias, que se demitam quem quer que seja.

O que vimos hoje é o torcedor do Bahia se apequenando junto com o Time, dando armas ao rival para tripudiá-lo, ou seja, se o Bahia de hoje está eqüidistante do Bahia de ontem, muito mais está seu torcedor que se mostra incapaz de acreditar, esquece que torcer é antes de tudo acreditar no milagre do instante ainda que a capacidade não esteja devidamente assentada, mas quem foi que disse que o futebol é ciência exata, às vezes se joga bem e não se vence às vezes não se joga tão bem e aos 45’ do segundo tempo vem um gol salvador, até imerecido e os pontos necessários muda a história. Quando isso acontece, faz todos acreditarem e de fato as coisas, às vezes, por isso, voltam a acontecer de forma mais favorável.

O diabo é que o torcedor do Bahia é arrogante demais, digo arrogante nos sentido de que quando as vitórias se escasseiam como nestes últimos tempos, ele se recolhe, não no sentido do comparecimento em campo, antes fosse. Ele prefere falar no Bahia de ontem, como se isso sensibilizasse o mundo todo e por si só se resolva, quando sabemos que não é assim. Situações assim só aprofundam a crise a cada dia e pior, salvadores da pátria espocam nos quatros cantos da cidade, ao final, não passam de mais um. Igual a todos os outros e a decepção segue.

Quando o Corinthians, o Palmeiras e o Fluminense caíram, lembro bem, ao contrario do que houve por aqui, praticamente, torcedor, diretoria, imprensa, governo, todos enfim, se juntaram, foi uma verdadeira comoção social, até o público aumentou, as vaias foram afogadas momentaneamente, houve esforço de todos os lados, até a federação deles investiram no retorno, na retomada.

Lembro que o Fluminense do Rio recebeu, quando na 3ª divisão, um Técnico Campeão Mundial pela Seleção Brasileira, Parreira, tudo pago pela Federação carioca. Nos outros grandes não foi diferente, já por aqui, a política foi à tônica, muito mais nos preocupamos em resolver nossas mazelas sociais, criamos monstros sagrados achando que eles seriam capazes de nos salvar, quando nem credenciados para tanto estavam e por aí ficamos a remoer e alimentar a situação adversa em nome de utopias.

Houve e há instantes até, que se torcia contra, pura e simplesmente por entender que os salvadores espreitavam o momento, para no fracasso, nos pegar no colo e resolver tudo como num passe de mágica, como se administrar, planejar e realizar fossem missão exclusiva de forças externas. Triste ilusão!

O Bahia é esse, a diretoria é essa, os jogadores são esses e pouco se pode acrescentar, não adianta espernear nos sentido de degradar, ou nos juntamos ou perecemos, pois que milagreiros não existem, o que existe é o que temos. Precisamos sim, lutar para fazer funcionar o que temos, e o que temos é Marcelinho, Gallo, Paulo Carneiro, Rogério e Cia, pode até ser que tiremos A ou B, mas acrescentar outros valores ta bem mais difícil de acontecer agora.
Rui Carvalho

P.S – Dentro dessa nova proposta que sugerir no título, parece, até incorporaram um novo escudo para o Bahia. Dessa vez o velho slogan do tempo da ditadura realmente se aplica – Ame-o ou deixe-o.

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