Oposição do Bahia quer o time jogando no Barradão

Enquanto a diretoria troca “farpas” com dirigentes do Vitória, através da imprensa, a oposição do Bahia pede uma posição “profissional” para discutir e aceitar uma proposta para o time disputar no estádio Manoel Barradas os jogos pela Série B do Campeonato Brasileiro. Mas a cada dia ficam mais remotas as chances do time trocar o Jóia da Princesa, em Feira de Santana, pelo Barradão.

“Claro. Desde que houve o acidente na Fonte Nova que estou convicto de que o Bahia deveria ir o Barradão”, afirma, sem vacilar, o conselheiro Fernando Jorge Carneiro.

Candidato derrotado nas últimas eleições para a presidência do clube, com apenas 56 votos, Fernando Jorge revelou que chegou a conversar com pessoas “influentes do governo” para que ajudasse o Bahia na negociação com o rival. “Essa coisa de não aceitar é do século XIX, desses coronéis do futebol. Me desculpe o termo, mas é coisa de província”, lembrando que caso não haja um nome de consenso mais uma vez será candidato à presidência do Bahia.

Quem também pensa da mesma forma é o empresário Jorge Pires. Participante do grupo que forçou o acordo para as eleições diretas no clube, Jorjão, como é conhecido, acredita que falta planejamento, e lembrou que o Vitória chegou a oferecer o Barradão no início do ano, pouco depois do acidente na Fonte Nova, mas o Bahia rejeitou.

O empresário diz que o argumento do pequeno número de jogos no Barradão não justifica. Levando em conta que Pituaçu ficará pronto no dia 18 de outubro, faz os cálculos: “Nesses três ou quatro jogos o Bahia poderia arrecadar R$ 200 mil por partida, com uma média de público de 15 a 20 mil torcedores por jogo, gerando uma arrecadação de R$ 800 mil em pouco mais de um mês”. Jorge Pires completou: “Acho que eles vão fazer tudo para que a torcida do Bahia não contate que o Vitória, com o Barradão, está mil anos na frente do Bahia, que é bicampeão brasileiro”. Informações da Tribuna da Bahia

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