Victor Ventim pode unir o Bahia

A Conferência Gigante Tricolor Luiz Osório, realizada ontem no Centro de Convenções da Bahia, foi um evento que deve entrar para a história do Esporte Clube Bahia. Não só pela produção de um documento com metas para o futuro do clube elaborado pela torcida tricolor. Mas, pela revelação de que oposição e situação podem ter um nome em comum para a disputa das próximas eleições à presidência, que devem ser realizadas no final deste ano: o engenheiro Victor Ventim.

Segundo o empresário Fernando Jorge Carneiro, um dos organizadores do encontro, o grupo oposicionista apoiaria um nome que fosse independente. “Fiquei sabendo que na segunda-feira, Paulo Maracajá deu entrevista a uma rádio e sugeriu o nome do engenheiro Victor Ventim. Aí sim nós apoiaremos”, revelou.

Caso haja realmente esse consenso, o engenheiro deverá ser o candidato único à presidência do clube. “Com a indicação dele (Ventim), não haverá nem o bate-chapa. Eu sugeria até a antecipação das eleições”, brincou Carneiro. “É o nome perfeito”, completou.

Victor Ventim é engenheiro civil e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). É considerado, como descreveu Fernando Jorge Carneiro, um assíduo torcedor do Bahia, sempre presente “na Fonte Nova”. Além disso, é conselheiro tricolor, mas não costuma freqüentar evento da oposição. “Ele é mais reservado”, resumiu Carneiro.

O empresário afirmou que caso qualquer outro nome que componha a atual direção seja candidato, ele irá mais uma vez para a disputa nas urnas. “É difícil ser oposição no Bahia, até porque não tem transparência, mas se não chegarmos a um senso comum até as eleições, serei mais uma vez candidato”, disse.

Integrante do grupo de oposição, o presidente da torcida organizada Bamor, Jorge Santana, disse que “o candidato da Bamor é Ademir Ismerim”. Quando perguntado sobre a possibilidade de oposição e situação indicarem um único nome, Santana foi relutante. “Eu desconheço esse Victor Ventim. Não posso apoiar um nome que não conheço”, ressaltou.

A intenção da oposição era de que as eleições diretas fossem implantadas no clube. Fato rejeitado pela diretoria, que no último mês aprovou o novo Estatuto do tricolor sem essa adequação. “É claro que o governo do Estado não pode obrigar os clubes a adequarem o estatuto às necessidades do País. Mas ele fez sua parte com a exigência de renovação do programa Sua Nota é um Show, pena que o Bahia não aceitou a democratização do clube”, lamentou o chefe do gabinete estadual, Fernando Schmidt.

Durante todo o dia de ontem, nos salões do Centro de Convenções da Bahia, os torcedores eram só elogios à realização da Conferência. Mas uma pergunta podia ser ouvida constantemente: como tirar ‘eles’ de lá?”. O possível consenso com um candidato único pode ser o primeiro passo para a esperada mudança.Por Raphael Carneiro

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