Presidente do Azuriz se pronuncia sobre acusação de atos xenofóbicos em jogo com Bahia

O funcionário do Bahia escreveu que ouviu frases como "vai, macumbeiro", "volta para sua rede para dormir"

Foto: Bruno Queiroz / EC Bahia

No jogo da última terça-feira, pela Copa do Brasil, o assessor de imprensa, Bruno Queiroz, relatou em publicação na rede social atos xenofóbicos partindo de torcedores do Azuriz e dos gandulas. Ele afirmou ter ouvido as fraes: “vai, macumbeiro”, “volta para sua rede para dormir” e “volta pra Bahia, terra de índio”. O presidente do clube paranaense, Robson Ramos, se pronunciou sobre o caso e disse ter causado estranheza as acusações. Ele afirmou que estava ao lado da delegação do Bahia e não ouviu os xingamentos.

 

“Em momento algum ouvi algum torcedor falar algo. E, em momento algum, eles me falaram que teria acontecido qualquer fato. Isso que me causa mais estranheza. Acho ingênuo um atleta ou um funcionário dar declarações e usar da grandeza do evento para querer se promover”, disse Robson Ramos, presidente do Azuriz, ao ge.

Ramos também comentou sobre as declarações do técnico Guto Ferreira após o primeiro jogo, que terminou empatado por 0 a 0 na Fonte Nova. O treinador criticou o anti-jogo do Azulão, a “qualidade do gramado” e a “luz de boate” do estádio Os Pioneiros.

“Acredito que ele tenha sido infeliz e isso causou sim um apelo na cidade, que não viu com bons olhos. Sim, ele foi vaiado em grande parte do jogo, mas vaiar é direito do torcedor. Ele me pediu desculpas pelas declarações. Em nenhum momento quis ofender a instituição e a cidade”, disse o dirigente.

O mandatário pregou respeito ao Bahia e destacou a importância da partida para a região. “A gente tem total respeito pelo Bahia, um time que já foi campeão brasileiro. Essa noite tivemos talvez o maior evento esportivo da cidade de Pato Branco. Foi um dia que vai ficar pra sempre na história do clube, da cidade e da região do Sudoeste do Paraná.”

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1 Comentário

  1. E o Bahia, através de sua diretoria, não fez nenhum comentário em apoio ao seu funcionário e em repúdio a este ato xenofobico. É realmente lamentável essa diretoria covarde que o Bahia tem.

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