E.C Bahia: Do inferno ao céu em 20 minutos – por Erick Cerqueira

"Diriam os poetas do futebol: o Bahia soube sofrer. Mas vá matar o diabo"

Quando vi a escalação do Bahia com tanto zagueiro e volante, renasceu em mim o espírito católico da 1ª Comunhão, e falei nos grupos: OREMOS! 

 

E isso era o óbvio. Um time com características extremamente defensiva para enfrentar o melhor ataque do campeonato, tendo como escape um ataque que dependia de Clayson e o jovem Fessin, o sofrimento seria certo. E foi. O time se comportou de forma ridícula, covarde, time pequeno jogando em casa, sem passar do meio de campo, sem assustar a zaga adversária e tomou um passeio do Galo. Parecia treino tático dos, e foi. O gol deles era questão de tempo e toda vez que o Keno pegava na bola e o narrador falava em “rabiscar”, como se fosse fazer o gol toda hora, o ódio subia o juízo. E o gol veio num bate rebate que o zagueiro Rever fez a parede. 0x1.

O Bahia seguia espremido na zaga e não conseguia sair nem no chutão. Rezei (olha ai) pelo final do primeiro tempo. E ele veio com apenas 0x1.

No segundo tempo saiu o 25 e entrou Marco Antonio, e tirou um volante pra colocar Gilberto. Aliás, como o banco de reservas fez bem ao camisa 9.

Mas a partida não mudava e o ex-líder seguia perdendo chances, uma atrás da outra. Aí pensei: já perdeu gol demais, tá na hora do Bahia vai empatar essa zorra! 

Daniel entra e tira outra volante. Aí a coisa começou a mudar. O time começou a jogar futebol, a verdade é essa. Começou a tocar a bola, pressionar os zagueiros, perdeu o medo dos contra-ataques dos caras e foi pra cima. Numa falta, Gilberto toma distância e dá uma cacetada, o goleiro dá rebote e a bola sobra pra Daniel empatar.  1×1.

Depois do empate, irmão, a Torcida só sabe pedir é MAIS UM! E ele quase saiu com Gilberto dando uma assistência perfeita pra Marco Antonio que perdeu de cara com o goleiro. Mas a noite era de Giba. 

Enfim, um erro de uma zaga a favor do Bahia. Gilberto dispara, rouba a bola, tirou do goleiro, dá um corte de baba no zagueiro do Galo que deslizou de bunda no chão até a Bamor e virou. 2×1, minha porra!

Os caras quase empatam, mas era só pra Douglas aparecer no jogo também. Salvou. Depois, Daniel dá uma enfiada de bola perfeita para Gilberto, o nome do jogo. Ele dispara, encara o goleiro com a frieza de 2019 e toca para o fundo das redes, para cozinhar o galo e fechar o caixão. 3×1. 

Depois Daniel faz uma jogada pela linha de fundo, dribla até a mãe dos zagueiros, toca pra trás. Everson salva mas a bola cai na cabeça de Capixaba que isola. 

Enfim, foi um jogo maluco da porra, onde o Atlético/MG poderia ter dado uma goleada no Bahia, no primeiro tempo. Mas que no segundo, quem merecia ter goleado, foi o Bahia.

O triunfo serviu também pra calar o narrador e comentarista do Premiere que encheram o saco sobre a superioridade do Galo, dos 512 toques na bola, dos 21 chutes a gol, que tem média de 2 gols por partida, que dominou a posse de bola por 62%, que tem o melhor ataque do Brasil.. Só um aviso: AQUI É BAÊA, MIZÉRA! Se saia! 

BORA BAÊA MINHA PORRA!

Brocamos em alta! Com gosto de gás! Para alegria do Sr Ruy Cerqueira, que afirmou no domingo que estava confiante no triunfo contra o líder, mesmo depois do empate contra o lanterna. Para alegria da galera do #ForaMano, do #ForaClayson, do #voltaRoger, do #foraBellintani… Porque quando o Bahia não vence, esses grupos se dividem e crescem. Mas quando a gente broca, pai… aí todo mundo grita junto: BORA BAÊA PORRA! 

Diriam os poetas do futebol: o Bahia soube sofrer. Mas vá matar o diabo, que o Torcedor do Bahia, não merece isso, não. Na moral…

PS.: o zagueiro Igor Rabello, do Atlético, passou por aqui descendo a ladeira dos Bandeirantes, nesse momento. Bom avisar a família do cara lá em Minas…

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