Relatório aponta rombo de R$ 12 milhões nos cofres do Vitória

A situação administrativa do Esporte Clube Vitória parecia contornada com o licenciamento do presidente eleito Ivã de Almeida e a condução do vice para o posto como manda o estatuto do clube. Junto a isto, houve uma melhora significativa no departamento de futebol com a chegada do técnico Vagner Mancini e o clube caminhava com certa tranquilidade. Houve uma recaída, ontem o clube perdeu sua 2ª partida consecutiva para depois de uma breve trégua na zona de alivio retornar para a zona de rebaixamento faltando apenas oito jogos para o anúncio dos salvos do dia a divulgação do juízo final e ai tudo se complica.

Nesta segunda-feira, o jornalista Matheus Simoni do site Jornal da Metrópole (metro1) faz uma espécie de RAIO X do relatório do Conselho Fiscal do Vitória que analisou as contas do primeiro semestre do rubro-negro e apontou um rombo de R$ 12 milhões nos cofres do Leão da Barra. Assinado pelo presidente do colegiado, Walter Tannus, (foto) o relatório foi encaminhado no início de agosto ao presidente do Conselho Deliberativo do Vitória, Paulo Catharino Gordilho Filho.

Veja ai

O conselheiro aponta que não foram entregues documentos que contenham informações sobre contratações de atletas e o percentual pago a empresários. Tannus ressalta que o Conselho Fiscal solicitou os dados à diretoria, mas ela não havia entregue até a confecção do relatório.

A análise do colegiado fez referência ao que os conselheiros chamaram de “desrespeito na execução orçamentária”, apontando o valor de R$ 10,1 milhões gasto somente no primeiro semestre. Ainda de acordo com o documento, o fluxo de caixa apresentado pelo departamento financeiro do Leão apresenta números que projetam saída de cerca de R$ 90 milhões do clube, visto que o próprio Vitória havia divulgado orçamento com pretensão de gastar apenas R$ 78 milhões em 2017.

Licenciado, Ivã ainda deve salário ao Vitória

O Conselho Fiscal também informou a Catharino que o presidente licenciado do clube, Ivã de Almeida, tomou adiantados cerca de R$ 42 mil do clube, restituindo posteriormente R$ 33 mil. Até o dia 2 de agosto, no entanto, o documento diz que o dirigente rubro-negro ainda não havia quitado os débitos.

No fim de agosto, oposicionistas acusaram Ivã de Almeida de pedir dois meses de salário adiantados. Em resposta, o presidente licenciado declarou na época que não havia atentado contra o estatuto do Vitória. “Não há nada de errado ou irregular no que aconteceu”, disse Ivã, por meio de nota.

Diante disto, o Conselho Fiscal, por meio do relatório, recomendou que a prática fosse vedada pelo Conselho Deliberativo.

Vitória pagou empresas sem licitação ou contrato

O relatório destaca empresas prestadoras de serviço ao clube receberam dinheiro mesmo sem contrato vigente entre elas. De acordo com o documento, a Agência Bull, sediada em Lauro de Freitas, por exemplo, recebeu R$ 180 mil do clube, mesmo sem licitação ou contratos firmados com o Vitória. O colegiado também questiona a contratação da empresa FutebolCard, responsável pela administração das catracas do estádio Barradão e ingressos, teria sido contratada sem o respeito a processos licitatórios.

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