Polêmico, goleiro Viáfara abre o jogo em entrevista

Irreverente, polêmico, provocador. Esse é o goleiro Viáfara, ídolo da torcida do Vitória, que cravou seu nome na história do clube pelo bom desempenho em campo e conquistas, além das declarações polêmicas e provocações, principalmente com o rival. Ao todo, vestiu a camisa rubro-negra 497 vezes e marcou 16 gols entre 2008 e 2011. Aos 37 anos, após conquistar o vice-campeonato baiano pelo Vitória da Conquista esse ano, o arqueiro colombiano abriu o jogo em entrevista ao Galáticos Online. Revelou que sonha voltar ao Leão, dessa vez como dirigente, não descartou continuar jogando bola e ressaltou que a dupla BAVI tem os melhores elencos da Série B e a obrigação de conquistar o acesso.    

VEJA O BATE-PAPO COMPLETO COM O GOLEIRO:

Você já foi visto por diversas vezes no Barradão e na Arena Fonte Nova. Como está vendo o Vitória na Série B. O Vitória já subiu?

Sou torcedor, torcedor tem que acompanhar seu time do coração. Acredito que o Vitória vai subir, tem elenco, tem estrutura para isso acontecer. Agora, estamos torcendo muito para que o clube consiga ser campeão.

E o Bahia sobe?

Tem que subir. Eu acho, pessoalmente, os dois melhores elenco do futebol brasileiro na Série B são do Vitória e do Bahia. Pelo elenco, pelo o que tem demonstrado, pela individualidade dos atletas são superiores a todas as equipes da Série B. Então tem tudo para subir.

Você atuou no último Campeonato Baiano pelo Vitória da Conquista. Há uma diferença ‘gritante’ do clube do interior para a dupla BAVI?

Demais. Você fica até assustado, abismado. Ainda mais quando você fala da cidade de Vitória da Conquista, que é uma cidade grande, bem conceituada, que tem um comércio forte, grandes empresários. Aí depois você vai no lado esportivo, onde tem um cara [Ederlane Amorim, presidente do Conquista] que é bem sucedido, imagina que tem uma boa estrutura. Só que a comparação dos outros times do interior, acho que o único é o Vitória da Conquista, mas ainda está muito longe de se comparar aos clubes da capital.


O Campeonato Baiano de 2015 foi o último da sua carreira?

Não sei. Antes de aceitar o Vitória da Conquista já tinha falado, até levei um ano sem jogar, e terminei aceitando. Só Deus sabe do futuro, o que vai acontecer. A gente não pode falar que dessa água não vai beber porque termina bebendo mais rápido. Estou cuidando da vida e seguindo em frente.

Esse ‘cuidar da vida’ envolve futebol?

É claro. Futebol é depois de Deus e minha família, futebol é minha vida. Tudo que tenho feito durante o maior tempo da minha vida e a gente mesmo que não continuasse jogando, quer continuar envolvido com esporte, mas com um jeito diferente. Retornar a experiência, o conhecimento, as futuras promessas, transmitir que não é só você jogar futebol, você tem que se estruturar, estudar. O atleta é pessoa antes de ser um atleta. Então meus objetivos estão muito focados nesta questão.

Pensa em ser treinador?

Não. Assim, não posso falar que não. Não é minha praia. Acho que ser treinador é dar continuidade a carreira de atleta. A diferença é que você não entra no campo, não chuta uma bola, não defende. Mas você continuar todo dia, acordando cedo, todo dia aguentando os outros, escutando torcedor, a imprensa, stressado, mexer com presidente, diretor, é muita coisa e acho que não aguento mais isso não.

Você que sempre foi conhecido como um provocador, o que acha da postura dos jogadores hoje em dia?

Acho que são vários fatores. Um dos principais é a violência. Tem pessoas que não sabem assimilar isso, que são muito apaixonadas pelo clube. Também tem muitos atletas que não sabem brincar. Eu brinquei muito, mas sempre foi uma brincadeira muito sadia, de provocação. Era mais para a tirar a atenção e desestabilizar o rival. Quando você joga uma piada, o rival sente e quer te engolir. Então para mim, o atacante que chegava na minha frente com aquela raiva, aquela vontade de ‘me fuder’ e ficava finalizando mal a jogada e eu estava tranquilo. São vários fatores que incidiram nessa questão de não ter essa brincadeira que acho que o futebol precisa, ainda mais aqui na Bahia que é um povo alegre, feliz, que tomara que os atletas consigam retomar isso.

Como você vê a seleção brasileira e a seleção colombiana?

A diferença da seleção colombiana com o Brasil é de que na Colômbia é planejamento para vários anos e hoje a seleção brasileira, o futebol brasileiro, não é mais esporte, 90% é negócio e 10% é esporte. Então hoje em dia não tem mais aquela afinidade, quem vai contratar um cara, um atleta, porque sabe driblar, finalizar, sair do gol. Hoje os clubes e os gestores só pensam que o cara tenha 1,90m, saiba correr, saiba chutar, só. Agora o Brasil está sofrendo com isso aí, ainda vai sofrer mais, porque essa geração de agora está na direção que deu um pulo do mirim para o profissional, não fez a transição.

Ainda tem um sonho de retornar ao Vitória, independente da função?

Há quem gosta e que é apaixonado pelo Vitória, pelo clube, sempre vai ter esse sonho. Vou ter 80 anos e vou estar comparecendo no Barradão e vou querer sempre me visualizar lá. Cada jogo para mim é quase que uma sofrência, essa vontade, essa saudade de querer estar dentro das quatro linhas e fazer parte desse momento.

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