Após o quebra-pau, Bahia deixa hotel Sol Atlântico

Após a confusão de ontem, os jogadores do Bahia deixaram o hotel em que estavam hospedados e passaram para outro, também na orla de Salvador. No entanto, tanto o clube quanto o Hotel sustentam que a mudança não teve a ver com a briga entre Vampeta e Marcelo. “Eles deixaram o hotel. Fizeram o check-out porque estava previsto mesmo” afirma Jéssica, a gerente do estabelecimento. A versão foi confirmada pela assessoria de comunicação do tricolor, que garante que a briga ocorreu no último dia de hospedagem dos jogadores.

O motivo da mudança é a logística. Com dificuldades de encontrar casas para alugar durante a alta estação, os atletas foram deslocados para um local mais próximos ao centro de treinamentos.

Mordaça – Os jogadores foram proibidos de falar sobre o assunto. O porta-voz do clube foi o gerente de futebol Paulo Carneiro, que estabeleceu como prioridade abafar o incidente. O Bahia mudou não se fala mais o que não se deve falar. O Bahia só trata de assuntos institucionais. “Questões pessoais só dizem respeito ao Bahia”, falou como se o caso não estivesse extrapolado as fronteiras do fazendão e gerando queixa-crime na 9º delegacia.

No hotel Sol Atlântico, em Patamares, o local da confusão, uma das portas do único acesso aos hospedes foi retirada. No local, a placa amarela pede atenção a quem passa: Cuidado. “Em manutenção”. Alerta

Nenhum funcionário que trabalhava na hora da briga foi encontrado. Os que estavam, a exemplo do garçom do bar, não quiseram se identificar e pouco falaram. “Rapaz, foi lá fora a confusão” No interior do hotel, nenhum indicio do quebra-pau. A gerência do Sol Bahia Atlântico não quis entrar em detalhes do ocorrido.

O quebra-pau

Uma testemunha, que preferiu não se identificar, revelou que Vampeta estava desde cedo na porta do hotel com seus “amigos” – alguns deles armados -, aguardando a chegada do ônibus com parte da equipe do Bahia, que retornava do jogo em Camaçari. Assim que os jogadores desceram do ônibus, o ex-jogador baiano correu para cima do goleiro Marcelo, que foi espancado a socos e pontapés.

Na briga, Vampeta sofreu um corte no braço, conseqüência de uma queda por cima de um pedaço de vidro da porta do hotel que tinha sido quebrada durante a briga, e precisou levar entre 50 e 70 pontos no braço que se cortou durante a briga.

Confusão agitou o BA x VI há 12 anos.

Em maio de 97, o Bahia tentava impedir a conquista do tricampeonato baiano inédito do Vitória. Dentro do campo, saia mais do que faísca. O meia preto, um dos destaque do rubro-negro, em grande fase no inicio de carreira, provocava o zagueiro tricolor Parreira, com comentários pouco honrosos sobre a esposa do beque durão. As câmeras de TV flagraram os gestos. Era um artifício utilizado pelo atleta também com outros adversários, com o objetivo de deixar todos desequilibrados e prontos para apelar à violência. E não deu outra. Mas preto não contava que seria á noite após a partida, que o jogador do Bahia fosse à sua casa, em um condomínio no bairro de Piatâ e ameaçasse o então jogador do Vitória com uma arma.

Em seguida, Parreira fugiu para uma cidade do interior. O caso ganhou as manchetes dos principais veículos de comunicação. Hoje 12 anos depois, Preto, campeão do Nordeste e Brasileiro, já declarou na rádio Transamérica, na qual é comentarista, que se arrepende do fato e que sequer conhece a esposa de ParreiraGoleiro teve dois celulares roubados na confusão
Ontem, o goleiro Marcelo, acompanhado de um advogado, registrou queixa na 9ª Delegacia de Polícia, na Boca do Rio, onde declarou que também teve dois celulares roubados na briga. O processo encontra-se em fase de investigação, e se ficar provado que Marcelo sofreu lesão corporal leve, Vampeta é passível de punição, com pena que vai da prestação de serviços comunitários à prisão de três meses a um ano. No caso de lesão grave, a pena vai de um a cinco anos de detenção. Com informações do Correio/Tribuna da Bahia

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