Entrevista/Rui Cordeiro “O mais preparado”

Confira entrevista do engenheiro Rui Cordeiro, novo nome na disputa da sucessão presidencial do Esporte Clube Bahia

O senhor é candidato de que corrente política?

Não sou membro de A, B ou C, minha candidatura é independente. Não pretendo assumir nenhum cargo no Bahia. A proposta inicial é que haja um debate entre os pré-candidatos. Uma troca de ideias para que as pessoas possam saber quem conhece o clube. Não tenho o menor receio de participar. Para mim, só quatro pessoas estão preparadas para assumir o Bahia: Rui Cordeiro, Fernando Schmidt, Virgílio Elísio e Paulo Maracajá. Fora desses, é uma tentativa de dar certo. O presidente precisa ser alguém legítimo, totalmente integrado ao Bahia.

Nesse critério, o presidente não pode ser apenas um administrador ou legislador?

As candidaturas de Reub (Celestino) e Marcelino (Guimarães Filho) são artificiais. Eles não têm nada a ver com o Bahia. Gilberto Bastos é meu amigo. Inclusive, conversei com ele. Na dificuldade que o Bahia passa, só alguém que “seja” o Bahia.

Quais seus projetos para o clube?

Eu tenho o projeto Grande Bahia pronto, encadernado. Não foi feito só por mim, mas por um grupo de vários tricolores. O item principal é eleição direta. Não sou contra o parlamentarismo, mas a torcida quer. Minha ideia seria fazer um mandato de transição, um ano, e depois poderia até ser candidato. Também precisamos enxugar o conselho. É muita gente para dar conselho. É preciso reformular o património do clube.

O senhor pretende entrar no clube e olhar para trás, tomar par do que foi feito nas gestões anteriores?

Acredito que você foi no âmago da questão. Ninguém pode entrar para administrar algo sem saber o que está encontrando. Isso seria leviano. Minha ideia não é colocar alguém no pelourinho, mas vou fazer um levantamento. Tem que se apurar porque aconteceram as coisas. Tem gente que diz ter dinheiro lá. Vamos ver. Eu tinha dinheiro no clube na época do Opportunity e fui lá conversar com eles. Dividiram em seis vezes e pagaram. Quem tiver dinheiro lá vai receber até ao último centavo, mas vou negociar. Essa coisa de dar calote não é comigo.

Falando em Opportunity, o senhor pretende rever o distrato?

Tenho o melhor trânsito possível com Jorge Goldstein (representante do Opportunity). Daniel Dantas foi aluno de meu irmão. A ideia é negociar com eles. Não abro mão de desfazer a sociedade. Quero rever o acordo do distrato. Não dei meu aval a esse. Todos os contratos serão revistos.

Pensa numa auditoria?

Auditoria soa como se estivesse desconfiado… sou engenheiro, vou fazer o “levantamento topográfico” do terreno. Acredito que Petrônio (Barradas) não vai se negar a me entregar nada. Vou abrir licitação pública para fazer qualquer coisa. Abrir concorrência. Pretendo terceirizar essas vice-presidências. Tudo profissional.
Entrevista concedida ao Correio desta quinta-feira

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