Fonte Nova: Reforma Total, Parcial ou Demolição?

Os projetos apresentados para a Fonte Nova contemplam vários pontos de vista acerca do destino a ser dado ao nosso saudoso estádio, palco de tantas e tantas vitórias, outras tantas alegrias e muita emoção, proporcionados especialmente pelo nosso Esporte Clube Bahia.

Eu sou daqueles que são favoráveis à reforma pura e simples da Fonte Nova, por se tratar de um patrimônio histórico no cenário esportivo de Salvador e, como tal, algo a ser preservado e adequado às novas realidades.

Confira abaixo, o resumo adaptado das propostas das 6 empresas interessadas no projeto.

A Ernest & Young é criativa.

Cria um novo estádio na área do Parque de Exposições, com capacidade para 42000 lugares e um estacionamento com 6 000 vagas. No lugar da Fonte Nova seria erguido um “centro de entretenimento”, com hotel, parque aquático, ginásio esporte e uma arena de show para 50000 pessoas.

Na área do entorno seria construído um Centro de Convenções e a forma de investimento seria com base no público-privado. A obra seria orçada em R$300 milhões para o estádio e cerca de R$150 milhões para o centro de entretenimento. A empresa não revelou quem seria os seus parceiros para esta empreitada. A empresa anuncia experiência internacional em arenas esportivas
A KPMG estima obra em 11 bilhões num projeto mais amplo para a cidade.

Pretende usar a reforma para desenvolver o programa “Nova Salvador”, que consiste num conjunto de investimentos na cidade, que atinge o Pelourinho e a zona portuária.

Na zona de entorno, construiria um shopping center e um hotel. O Estádio teria capacidade para 50 000 pessoas e mais de 10000 vagas de estacionamento. A parceria seria público-privada numa concessão de 35 anos, com um valor estimado de obra em 11,5 bilhões de dólares para o projeto inteiro. A empresa não revela os nomes dos seus parceiros, nem o seu nível de experiência.

A Ponto Z quer demolir o estádio.

A proposta da empresa é demolir o estádio e nesse mesmo local construir uma arena multiusos com capacidade para 60000 lugares, mais 9000 vagas de estacionamento. Relativamente à área de entorno, ao investimento e orçamento não há qualquer informação por parte da empresa.

Entretanto, apresenta como parceiro empresarial, a Amsterdam Arena Advosory (Holanda). A experiência mais importante da empresa foi a participação no projeto “Ninho dos Pássaros” em Pequim, para os Jogos Olímpicos últimos.

A Setepla Tecnometal derruba apenas o anel superior da Fonte Nova.

A obra visa o derrube do anel superior e parte do inferior, com a intenção de deixar a arquibancada mais perto da zona do jogo; este estádio teria capacidade para cerca de 55000 pessoas, mas com uma área muito reduzida de estacionamento, que seria de 2750 vagas. O orçamento seria na casa de R$231 milhões para o estádio e R$238 milhões para a área de entorno.

O entorno toma relevância, pois seria usado para a construção de um hotel e um shopping, cilindro para produção de energia solar, ginásio novo e centro de medicina esportiva. A empresa apresenta parceria com a Schulitz + Partner (alemã), que foi responsável pela construção da AWD Arena, em Hannover, uma das sedes da Copa de 2006.

Tecnosolo aposta no aproveitamento total.

A empresa propõe aproveitar 100% da estrutura atual, aumentando a capacidade do estádio para 75000 pessoas, a criação de um estacionamento com 4800 vagas, além de 30 vagas para ônibus. Fora isso, pretende construir a Praça do Torcedor, shopping center, garagem centro-empresarial e um hotel de 40 pavimentos.

Assim como as outras, o empreendimento seria financiado por uma parceria público-privada da seguinte forma: R$550 milhões seriam da iniciativa privada e apenas R$20 milhões da responsabilidade pública.

A empresa tem como parceiros Dora Lopes Fiúza, escritório paranense de arquitetura e GL Events, que é uma empresa francesa que administra a arena multiusos.

No seu currículo, a empresa tem a construção da Arena dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e reconstruiu o Palace 1 e reformou o Estádio Castelão em Fortaleza.

Urplan também aposta no aproveitamento total.

Pretendem aproveitar 100% da Fonte Nova e adequar o estádio para 51000 lugares, com 8200 vagas de estacionamento, construção de um centro comercial e esportivo, dois ginásios, shopping center, praça pública coberta e Museu do Esporte. A obra está orçada em R$441 milhões, mais R$31,6 milhões de participação pública.

Tem como parceiros Heliodário Sampaio, co-autor do projeto do anel superior da Fonte Nova, e Castro Melo Arquitetos, escritório paulista especializado em arquitetura esportiva, inclusive sendo autora da proposta de reforma e modernização do Estádio Mané Garrincha.

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