Arturzinho enfrenta sua primeira prova de fogo

O Bahia procura inspiração no passado glorioso. Mergulhado no túnel do tempo, regressa a 1988, elite do futebol nacional. Time de primeira linha. Ronaldo, João Marcelo, Paulo Rodrigues, Charles, Bobô… São 20 anos sem alegrias diante do Criciúma no Estádio Heriberto Hulse, palco do encontro das 16h10. Queda vertiginosa no período, perceptível na condição do elenco e da competição, duas derrotas consecutivas na então impensável Série B do Brasileiro 2008.

A primeira prova de fogo do “bombeiro” Arturzinho, contratado há três dias para apagar o infindável incêndio tricolor. A providência imediata do técnico foi resgatar os antigos homens de confiança do ostracismo. Emerson Cris e Adilson comemoram a troca no comando técnico do clube; Rogério, Fausto e Elias saem ainda mais fortalecidos no processo sucessório. O grupo pegou a estrada no início da tarde de ontem, roteiro Florianópolis-Criciúma, 195km na estrada estadual que passa por reformas.

Time indefinido – O treinador optou por exibir a derrota do Criciúma para o CRB na rodada passada para só então trabalhar o posicionamento. O dilema que se arrasta desde a era Paulo Comelli é como tornar a equipe ofensiva sem desguarnecer sua retaguarda. A solução passa necessariamente pela montagem do meio-de-campo. “Quero time de pegada, que saia rápido no contragolpe. Tem que chegar na frente e bater em gol”, bradou com Rivaldo no coletivo da quinta-feira.

“Estava em dúvida, mas desse jeito não estou mais. Você me conhece, desse jeito nem viaja”, recado direcionado a Ávine no mesmo treino. O problema é que a dupla em disputa pela última vaga no meio tem estilos completamente distintos. Rivaldo marca e apóia timidamente. Ala canhoto improvisado, Ávine vai adiante, mas não acompanha a saída de bola do adversário. Arturzinho procura o meio-termo. Quem sabe o camisa 8 prometido pela diretoria desde o princípio da temporada?

O ataque é outra dúvida, não por falta, talvez por excesso. Quatorze nomes tentaram conquistar espaço na linha de frente tricolor em seis meses. Apenas sete permanecem e só quatro foram relacionados para esta quinta rodada do Brasileiro. O processo natural de triagem diminui as chances de Bruno Meneghel e restringe a disputa por duas vagas a Galvão, Bruno Cazarine e Juca. Que seja, desde que os atacantes voltem a marcar gols, escassos desde a primeira rodada. Com informações do Correio da Bahia

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