R$ 1 bilhão por 90%: Veja detalhes da proposta do Grupo City ao Bahia

As dívidas da associação civil serão totalmente liquidada, negociando os débitos diretamente com credores.

Foto - @hhmansoor

Na noite desta sexta-feira (23), o presidente Guilherme Bellintani apresenta aos conselheiros do clube detalhes da proposta feita pelo City Football Group para a constituição da SAF (Sociedade Anônima de Futebol). De acordo com o jornalista Rodrigo Capelo, do ge-globo, o conglomerado vai desembolsar um aporte de R$ 1 bilhão pela aquisição de 90% do clube. A associação civil permaneceria na sociedade com participação minoritária, por meio de seus 10%. Desse valor, R$ 500 milhões serão destinados para a compra de jogadores, R$ 300 milhões para o pagamento de dívidas, e R$ 200 milhões para infraestrutura, categorias de base, capital de giro, entre outros.

 

O valor é bem maior do que foi ventilado nos últimos meses, porém, vale frisar que o prazo contratual para que o City execute essas obrigações financeiras é de 15 anos. De acordo com o contrato, haverá obrigação contratual de manter a folha salarial da empresa no que for maior: R$ 120 milhões por ano ou 60% da receita bruta da SAF, exceto transferências de jogadores. As dívidas da associação civil serão totalmente liquidadas, negociando os débitos diretamente com credores. A marca continuará a ser propriedade da associação civil. Em caso de uso da marca pela SAF no futebol, o City terá que pagar R$ 2,5 milhões por ano em royalties.

A associação tem poder sobre questões como hino, brasão, escudo, símbolos, apelidos e cores. Qualquer mudança só poderá ocorrer por decisão da associação. O clube vai manter programas que vinham sendo executados. A SAF seria administrada por meio de Conselho de Administração, composto por seis pessoas. O City indicaria cinco nomes, enquanto a associação apenas uma. O Bahia terá o papel de monitorar a administração da empresa, inclusive por meio de demonstrativos financeiros, e garantir que cláusulas do contrato serão cumpridos.

Bahia deve se tornar o 12º clube gerido pelo Grupo City no mundo. O Manchester City (Inglaterra), New York City (Estados Unidos), Melbourne City (Austrália), Mumbai City FC (Índia), Lommel SK (Bélgica), Troyes (França), Montevideo City Torque (Uruguai), Palermo (Itália), Yokohama Marinos (Japão), Girona (Espanha) e Sichuan Jiuniu (China) já pertencem aos investidores do conglomerado.

Autor(a)

Fellipe Costa

Administrador e colunista do site Futebol Bahiano. Contato: [email protected]

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