Após 10 jogos, Enderson tem números parecidos aos de Guto no Bahia

Atual treinador do Esquadrão de Aço acumula uma fase de invencibilidade atuando em jogos dentro da Arena Fonte Nova

Foto: Felipe Oliveira /EC Bahia

Após 10 jogos no comando do Bahia, o técnico Enderson Moreira chegou a marca de 50% de rendimento no clube. Mediante o recorte apenas na Série B do Campeonato Brasileiro, o aproveitamento alcança mais de 55%. Ainda assim, a fase do atual treinador do Esquadrão de Aço é inferior ao do ex-comandante do time, Guto Ferreira, que deixou o clube com aproximadamente 59% de rendimento na Segunda Divisão do certame nacional.

 

Em sua segunda passagem pelo Tricolor Baiano, Enderson irá para sua 11ª partida nesta sexta-feira (12), às 21h30, na Arena Fonte Nova. O rendimento do comandante tricolor compreende a invencibilidade no estádio, com média superior a um gol por partida. Nos jogos como mandante, ele conquistou dois triunfos, diante do Náutico e do CSA, além de dois empates com Grêmio e CRB. Fora de Salvador, o Bahia venceu dois jogos, empatou um e perdeu três.

Quando o assunto é sistema defensivo, os rendimentos de Guto e Enderson são semelhantes. Com o ex-treinador, o time sofreu uma média de 0,57 gols por duelo na Segundona 2022. Por outro lado, com o atual técnico, o índice reduziu para 0,55. Lá na frente o Tricolor marca em média 1,11 com o atual treinador, já com seu antecessor esse número era 1,07.

Questionado em entrevista sobre a troca de Guto por Enderson, o diretor Eduardo Freeland citou justamente a questão dos resultados em relação a performance do time.

“Guto Ferreira a gente agradece pelos serviços prestados. Nossa opção envolve performance x resultado. Uma análise baseada nisso. Futebol não é só resultado, não é só performance. Tem que ter equilíbrio. O trabalho todo é feito pelo resultado. Mas a gente tem que analisar a perspectiva que a gente observa ao longo do trabalho que vem sendo feito. A gente entendeu que [a mudança] faria sentido, não só pelos últimos insucessos, mas por uma sequência de um ano desgastante que vínhamos tendo. A gente entendia que a performance não vinha correspondendo ao que a gente entende ser possível.”

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Autor(a)

12/08/2022 às 11h10

Pedro Moraes

Jornalista, formado pela Universidade Salvador (Unifacs). Possui passagens em vários ramos da comunicação, com destaques para impresso, sites e agências de Salvador e São Paulo. Contato: [email protected]