Jacobinense é acusado de trabalho análogo à escravidão; Presidente nega

Equipe está na liderança da Série B do Campeonato Baiano com 12 pontos conquistados em 15 possíveis

Foto: Instagram/Jacobinense

O Jacobinense foi notificado por auditores-fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho na Bahia (SRT-BA) acerca da execução de trabalho em condições remetentes às de escravos. Cinco adolescentes foram encontrados em atuação no clube pertencente ao ex-deputado estadual Manassés. Alojados e com possibilidades de treinamentos no CT do clube, situado no bairro de Cajazeiras, em Salvador, eles foram resgatados no último domingo (12).

 

Os auditores da SRT-Ba então fiscalizaram as condições de trabalhos dos jovens no interior e na capital baiana após a prisão temporária de um técnico do Jacobinense. O treinador foi acusado de assédio sexual com base nas investigações da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DERCCA).

Na visita ao alojamento, eles identificaram condições precárias e restrições da liberdade de ir e vir dos adolescentes. Os cinco jovens recebiam alimentação indevida, além de enfrentarem carga de treinamento intensa. Além disso, nenhum contrato assinados pelos atletas em formação, seguindo a Lei Pelé, foi encontrado pelos auditores. Eles ainda não obtiveram nenhum pagamento de bolsa auxílio e nem garantia de matrícula em escolas.

O presidente do Jacobinense, o ex-deputado estadual Felipe Manassés, afirmou que ele e a agremiação não possuem relação com o episódio. “Não tenho nada a ver com o assunto, nem meu clube, nem minha pessoa. Isso foi respondido, a delegacia está investigando”, afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias.

Dentro de campo, o Jacobinense está na liderança da Série B do Baianão com 12 pontos. O Galícia, vice-líder tem um a amenos. Nesta quarta-feira (15), eles entram em campo às 16h, no Estádio Pituaçu, pela 6ª rodada do torneio.

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