Guto Ferreira fala sobre saída de Marcelo Cirino e enaltece Rodallega

"em relação ao que ele estava oferecendo para o momento, não nos atrapalhou."

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

No dia 3 de março, o Esporte Clube Bahia anunciou a saída do atacante Marcelo Cirino, que chegou ao clube em setembro do ano passado para se recuperar de uma lesão e só veio a estrear em 2022, mas após 8 jogos e 2 gols marcados, pediu para rescindir contrato e teve o pedido atendido pela diretoria. Na nota, foi alegado “problemas pessoais”, porém, pouco dias depois ele foi anunciado pelo Athletico-PR. Questionado em entrevista na última segunda-feira sobre o assunto, o técnico Guto Ferreira afirmou que a saída do atacante foi ruim pelo potencial e experiência do jogador, mas que não atrapalhou.

 

“O Marcelo vinha de uma parada muito longa. São 16 meses que ele não pisava no campo para jogar uma partida oficial. E a gente vinha num processo com ele de recuperação. Neste processo, o Bahia precisava de respostas imediatas. Esse processo de resposta imediata, o Marcelo não vinha tendo condições de dar na proporção que o Bahia necessitava. A saída dele, a opção dele de sair, ela foi ruim e, se tratando de Marcelo Cirino, com todo o potencial que ele tem, de toda a experiência que ele tem. Mas, em relação ao que ele estava oferecendo para o momento, não nos atrapalhou.”

“Como eu falei, se o jogador não quer estar aqui, não adianta. Nós precisamos aqui de quem está comprometido com o projeto do Bahia. E quem se doe a esse projeto do Bahia. Exemplo: Rodallega, Luiz Otávio, Daniel, Danilo, e todos que estão presentes aqui. E outros que estão optando por vir para o Bahia. Isso é muito importante neste momento. Valorizar a grandeza do Bahia e trabalhar firme e forte para que a gente consiga recolocar o Bahia no lugar que ele merece.”

Guto voltou a frisar que é importante contar com um elenco de jogadores comprometidos, que queiram estar no Bahia, e citou o atacante Hugo Rodallega, artilheiro do time no ano com 12 gols em 13 jogos. O treinador não poupou elogios ao colombiano.

“Ele é perfil da série que você botar para jogar. Ele é o perfil do futebol, do bom caráter, do bom profissional, do bom chefe de família. A gente vivencia isso diariamente. Do bom amigo. O cara que se preocupa com os companheiros, o cara extremamente competitivo, que quer ganhar sempre. O cara consciente que precisa trabalhar para não perder o que ele tem de bom e, se possível, melhorar. Lidera pelo exemplo. Às vezes, pela palavra, não se impondo, mas num papo amigável, social e fraterno, em termos de amizade. Posso dizer que, dos jogadores que peguei ao longo da minha carreira, está em top-5 em termos de caráter, pessoa e jogador”, elogia o treinador.

No ano passado, Rodallega disputou posição com Gilberto, mas com a saída do camisa 9, o colombiano assumiu a titularidade e vem se destacando.

“Antes de acreditar nele jogador, eu acredito nele pessoa. Ele, como jogador, já deu mostras. No ano passado, ele deu mostras, à medida em que ele, com todo o cabedal dele, com todo o destaque dele, respeitava demais o Gilberto, que era o artilheiro do time. Às vezes, a gente conseguia colocar os dois. Às vezes, colocava um e, depois, colocava outro. E ele sempre entrou com uma disposição fantástica. Soube respeitar o momento de cada um. Esse perfil de jogador é muito importante. Ele pode ser, sim, o comandante dessa embarcação. A gente numa condição de treinador, e ele dentro do campo.”

 

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