Atlético-BA pode se tornar o 1º time do interior bicampeão baiano seguido

Além do Atlético de Alagoinhas, outros três clubes do interior têm títulos baianos.

Além de se tornar o primeiro time do interior a chegar três vezes consecutivas na final do Campeonato Baiano, que é disputado de forma ininterrupta desde 1905, o Atlético de Alagoinhas pode alcançar outro feito histórico caso conquiste o título estadual em 2022. Atual campeão, o Carcará vai igualar os dois títulos do Fluminense de Feira, porém, vai se tornar o primeiro time do interior a ser bicampeão seguido. Em 2020, o Atlético perdeu o título para o Bahia nos pênaltis após dois empates (0 x 0 e 1 x 1), repetindo 1973 quando também foi vice-campeão diante do Tricolor. Já em 2021, superou o Bahia de Feira vencendo na Arena Cajueiro por 3 a 2 e conquistou o Baianão pela primeira vez. Outro fato inédito da edição 2022 é a presença apenas de times do interior nas semifinais. Bahia e Vitória, vergonhosamente, ficaram de fora do mata-mata – o Leão pelo 4º ano seguido.

 

Além do Atlético de Alagoinhas, outros três clubes do interior têm títulos baianos. O Fluminense de Feira, campeão em 1963 e 1969 (ambos em cima do Bahia, em 63 numa melhor de três, empatando duas e vencendo uma, com destaque para o goleiro Mundinho, pai do zagueiro Júnior Baiano), o Colo Colo, em 2006 (derrotando o Vitória), e o Bahia de Feira, em 2011 (também vencendo o Vitória). Com isso, Alagoinhas, Feira de Santana e Ilhéus são as únicas cidades do interior que tem time campeão baiano.

Vice-campeão em 2021, o Bahia de Feira também teve a chance do bicampeonato em 2019, mas foi derrotado na final pelo Esporte Clube Bahia por 1 a 0 na Fonte Nova após empate em 1 a 1 no Joia da Princesa. Além dos dois anos em que foi campeão, o Fluminense de Feira alcançou a final outras seis vezes, ficando com o vice-campeonato em 1956, 1968, 1971, 1990, 1991, 2002. Atualmente o Touro do Sertão figura na Série B do Baiano.

O Vitória da Conquista poderia estar nessa lista de clubes do interior com títulos baianos, mas perdeu a decisão em 2015 para o Esporte Clube Bahia. Após vencer por 3 a 0 no Estádio Lomanto Júnior, com gols de Fausto, Diego Aragão e André Beleza, e colocar uma mão na taça do Estadual, o Bode de forma surpreendente foi goleado por 6 a 0 na Arena Fonte Nova, com gols de Robson, Bruno Paulista, Kieza (2x) e Souza (2x). Depois daquele ano, o ECPP não conseguiu mais repetir uma boa campanha e pior, nos últimos anos lutou contra o rebaixamento até ser rebaixado esse ano para segunda divisão estadual.

Outro que bateu na trave foi o Catuense, e quatro vezes, sendo vice-campeão nos anos de 1983, 1986, 1987 e 2003 (três vezes para o Bahia e em 2003 para o Vitória). O Poções chegou na final em 1996 e 1999, mas também não conquistou o título. Em 96, perdeu para o Vitória, e em 99 para a dupla Ba-Vi, visto que naquele ano o título acabou dividido porque o Bahia se recusou a jogar no Barradão alegando que estádio não oferecia condições de segurança e de público para uma final. O Itabuna foi vice-campeão em 1970 e Juazeiro em 2001, ambos diante do Bahia.

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Autor(a)

02/04/2022 às 23h30

Fellipe Costa

Redator e Administrador do Futebol Bahiano. Contato: [email protected]

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