Ataque ao ônibus do Bahia: Polícia solicita suspensão da Bamor por 6 meses

Ao site Globo Esporte, o advogado que representa a Bamor, Otto Lopes, afirmou que ainda não foi notificado

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Nesta quinta-feira (10), o Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe) da Polícia Militar enviou uma solicitação ao Ministério Público para a suspensão da torcida organizada Bamor por seis meses, após alguns de seus membros se envolverem no ataque ao ônibus do Esporte Clube Bahia, ocorrido há duas semanas, que feriu alguns jogadores, a principal vítima o goleiro Danilo Fernandes que por muito pouco não perdeu a visão. Ele precisou passar por um procedimento no olho e vem desfalcando o time.

 

“Em cumprimento às cláusulas previstas em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o Bepe encaminhou ao Ministério Público (MP) para homologação a medida educativa de suspensão de 180 dias à Bamor, que fica impedida de adentrar estádios portando instrumentos musicais, faixas, bandeiras e uniformes com símbolos da organizada. A decisão é válida em todo o território nacional”, diz o texto.

Ao site Globo Esporte, o advogado que representa a Bamor, Otto Lopes, afirmou que ainda não foi notificado sobre a suspensão e que a medida ainda não tem efeito jurídico.

A Polícia identificou todos os suspeitos de envolvimento no atentado e vão responder por tentativa de homicídio. Entre eles, está o presidente da organizada, Half Silva, proprietário de um dos carros usados durante a ação. O suspeito de atirar o artefato explosivo foi identificado como Jaderson Santana Bispo. Ele se apresentou à polícia nesta quinta para prestar depoimento.

A delegada Francineide Moura, responsável pelo caso e titular da 6ª Delegacia Territorial, de Brotas, confirmou que todos os suspeitos de envolvimento no ataque foram identificados.

“A princípio, todos fazem parte da torcida organizada Bamor. Conseguimos identificar, pelo trabalho da polícia, não porque eles [membros da Bamor] colaboraram. Em momento algum colaboraram, nem o presidente da Bamor ou as pessoas envolvidas. Eles chegaram aqui, deram alguns codinomes e, fora isso, não deram mais colaboração. Através do trabalho das polícias Civil e Militar que estamos avançando nas negociações”, disse Francineide Moura, em entrevista à TV Bahia. 

Autor(a)

Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Bahiano. Contato: [email protected]

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