Após atentado, Marcelo Cirino rescinde contrato e deixa o Bahia

Em nota, o clube informou que as partes chegaram a um acordo e acertaram a rescisão

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Uma semana após o atentado ao ônibus que levava a delegação para o jogo contra o Sampaio Corrêa na Arena Fonte Nova, o Esporte Clube Bahia comunicou nesta quinta-feira (03) a saída do atacante Marcelo Cirino, que desde o incidente não vinha sendo relacionado pelo técnico Guto Ferreira apesar de não ter tido nenhum ferimento, como foram os casos de Danilo Fernandes e Matheus Bahia. Em nota, o clube informou que as partes chegaram a um acordo e acertaram a rescisão contratual em comum acordo.

 

“O Esporte Clube Bahia comunica que o atacante Marcelo Cirino não faz mais parte do elenco azul, vermelho e branco. As partes acertaram a rescisão do contrato, que se encerraria no próximo ano, em comum acordo.

A decisão do atleta é por motivos pessoais e acontece uma semana após o atentado a bomba contra o ônibus tricolor. Cirino era quem estava mais próximo do local de entrada do explosivo, atrás do goleiro Danilo Fernandes, que precisou ser hospitalizado e amanhã realizará um procedimento no olho”.

Na última sexta (25), o atleta usou o Instagram para lamentar o atentado. “Estou no futebol desde 2008. Já fui criticado, vaiado, aplaudido, ovacionado, tudo dentro dos limites aceitáveis. Mas o que aconteceu na noite de ontem, eu nunca imaginei passar. O ataque que tivemos ao nosso ônibus é inaceitável não apenas no futebol, mas em qualquer situação da sociedade. Colocou em risco profissionais, pais de família, filhos, maridos, que estão lutando a cada dia para devolver o Bahia ao lugar que merece, buscando um sonho de criança, o pão de cada dia”, escreveu.

Natural de Maringá (PR), Marcelo Cirino da Silva surgiu nas divisões de base do Atlético Paranaense e fez sua estreia profissional em 2019, porém, teve poucas chances no time principal e acabou emprestado em 2011 ao Vitória, onde disputou 15 jogos e marcou um gol. Retornou ao Furacão em 2012 e desta vez não somente se firmou como titular, como foi destaque por três temporadas, até ser contratado pelo Flamengo com ajuda de um grupo de investidores da Doyen Group.

Ficou duas temporadas no clube carioca e depois foi emprestado a Internacional (2017) e Al-Nasr (2018). Não demorou muito nos Emirados Árabes Unidos e no mesmo ano acertou seu retorno ao Athletico-PR, vivendo seu melhor momento na carreira e sendo peça importante nas conquistas da Copa Sul-Americana (2018) e Copa do Brasil (2019). Em 2020, foi negociado com o Chongqing Dangdai, da China, mas solicitou a rescisão na FIFA por conta dos salários atrasados e ficou livre no mercado. Acertou com o Bahia no ano passado, mas só estreou em 2022. Foram 8 jogos e 2 gols marcados.

Autor(a)

Fellipe Costa

Administrador e colunista do site Futebol Bahiano. Contato: [email protected]

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