Vitória em 2021: de contratação sem fundamento à gestão sem eficiência

Fatores como troca-troca de treinadores resultou em queda do Vitória

O rebaixamento do Esporte Clube Vitória à Série C do Campeonato Brasileiro 2022 se consolidou, e de forma ainda mais trágica. Na noite do último domingo (28), o Leão da Barra acabou derrotado para o Vila Nova, por 1 a 0, com gol nos acréscimos do segundo tempo. Por outro lado, a falta de resistência pelo terceiro ano seguido na luta contra a queda reflete uma série de razões acumuladas durante várias temporadas.

 

Acima de tudo, a crise institucional instaurada no Rubro-Negro Baiano parte do princípio da alta rotatividade de presidentes, visto que nos últimos seis anos, cinco gestores diferentes passaram pelo Vitória, com direito a três renúncias no total. Em síntese, o último deles, Paulo Carneiro, deixou o cargo após denúncias de atos irregulares durante a gestão. Como resultado, o Vitória passou a ser comandado pelo presidente do Conselho Deliberativo, Fábio Mota.

Outro fator de suma importância trata-se da dança de cadeiras de técnicos. Ao longo da Série B do Brasileirão 2021, quatro treinadores estiveram na beira do gramado: Rodrigo Chagas, Ramon Menezes, Wagner Lopes e Ricardo Amadeu. Como resultado, a última troca de técnico resultou em alguns conflitos com Rodrigo Chagas, que, no entanto, acabou sendo acordados.

Além dos fatores citados anteriormente, o alto número de jogadores também implicou na má administração do plantel. Ao todo, o Vitória anunciou 21 contratações na atual temporada, com 10 delas saindo do clube antes do término do contrato e, até mesmo, sem entrar em campo, como é o caso do meio-campista Sérgio Mota. Nomes como Aníbal, Walter, Wesley, Catatau, Guilherme Santos, Pablo, Ronan, Samuel Granada e Gabriel Inocêncio sequer terminaram a Segundona na equipe.

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