CBF divulga parecer sobre gols anulados do Cuiabá diante do Bahia

O time mato-grossense teve dois gols anulados no primeiro tempo

Apesar de não ter divulgado os áudios do VAR, alegando que só divulga “lances em que o árbitro vai até a cabine de revisão ou quando há uma revisão factual com mudança da decisão de campo”, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou um parecer com a análise das decisões da equipe de arbitragem em relação aos lances polêmicos do empate sem gols entre Bahia e Cuiabá, disputado no último domingo (21), pela 34ª rodada do Brasileirão. O time mato-grossense teve dois gols anulados e o presidente da Federação Matogrossense de Futebol (FMF), Aron Dresch, enviou um ofício com a reclamação à CBF, tendo a resposta nesta quinta-feira.

 

Sobre o primeiro lance, em que o bandeirinha marcou impedimento de Felipe Marques aos 20 minutos do primeiro tempo, e o VAR confirmou, a CBF informou que a reclamação do Cuiabá não procede.

“Pode-se afirmar, com plena segurança, que a posição de impedimento não se modificaria, pois, já bem antes do momento do passe, o pé do atacante estava no ponto considerado pelo VAR para aferir o impedimento. Desse modo, um freme antes ou depois do momento exato do passe não alteraria a situação, em que pese não ter havido”, explicou no documento.

No segundo gol anulado, aos 38 minutos do primeiro tempo, o árbitro Raphael Claus viu falta de Jenison em Nino Paraíba. A entidade concorda com a reclamação, porém, considerou a situação muito difícil de ser percebida pelo “ponto de vista humano”.

“Deve ser dito que as situações em que um jogador coloca seu braço sobre um adversário são muito difíceis de serem percebidas com precisão se houve a ação de empurrar ou não, o que, portanto, possibilitam erro, especialmente como neste caso em que o defensor caiu. Disso resulta que os erros decorrentes desse tipo de lance, conquanto não se possa isentar os árbitros da responsabilidade, até porque eles devem estar preparados para as dificuldades da função, são perfeitamente compreensíveis do ponto de vista humano”, justificou.

 

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