E.C Bahia: As derrotas inesperadas são uma forma de rever nossos conceitos

As derrotas inesperadas são uma forma de rever nossos conceitos

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

As derrotas inesperadas são uma forma de rever nossos conceitos. Na última quarta-feira, o Esporte Clube Bahia foi eliminado da Copa do Brasil pelo modesto River-PI, com um orçamento de 1,8 milhão de reais por ano. É verdade que a imprensa baiana fez um estardalhaço em cima da inauguração do novo Centro de Treinamento do Esquadrão. O presidente do Bahia tem sido tratado como Rei por quase todos os membros do Conselho Deliberativo, submissos as diretrizes do político que começou 2020 novamente empenhado em usar o clube como palanque político, mesmo que ainda tenha recuado de sua candidatura à prefeitura de Salvador.

 

Parte da torcida ainda não engoliu a meteórica queda de desempenho na reta final do Campeonato Brasileiro do ano passado, quando o núcleo de ações afirmativas ganhou ênfase nas deliberações administrativas e operacionais do clube. É nítido que nosso principal produto, o futebol, tem ficado de lado, erros na gestão da base, contratações e, supostamente, na premiação diferenciada à atletas.

Somente de cotas de TV, dentro do planejamento para 2020, o Bahia perdeu quase 5 milhões de reais até a estimativa conservadora de chegar as oitavas de Final da Copa do Brasil. Existe um prejuízo, também, nas metas de associações, qual a moral do presidente de cobrar a contribuição financeira da torcida depois do vexame de ontem?

Como um clube que se diz profissional tem um Gerente de Futebol que é jornalista? Que tipo de gestão profissional tem um Presidente, Vice-Presidente e Diretor Geral que são advogados? O que esperar do Conselho Deliberativo que tem poder de advertir e destituir a Diretoria?

A democracia tricolor pode ter agradado muita gente, mas o parlamentarismo não funciona nem mesmo na política nacional, quanto mais no Bahia. O conselho tem um formato idêntico de um parlamento, não atendendo ao que a ciência diz sobre boas práticas de governança, quando o Conselho de Administração é formado por 3 à 9 membros de profissionais qualificadas.

Enquanto a ciência da administração é marginalizada, o clube ficará vulnerável aos desmandos, com aval dos asseclas que dizem amém as diretrizes administrativas das instâncias de poder.

Luigi Bispo – Torcedor do Bahia, Tecnólogo em Processos Gerenciais, Especialista em Gestão Esportiva, MBA em Gestão Executiva e Liderança Estratégia e Autor do primeiro estudo Científico sobre Governança Corporativa no Futebol da Bahia.

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