Sem clube, meia com passagens pela dupla BA-VI fala sobre o futuro

Em 2018, Renato Cajá ajudou o Goiás à retornar à Série A

Com passagens pelo futebol baiano defendendo as cores dos dois maiores clubes do Estado, o meia Renato Cajá, hoje aos 34 anos, procura um novo clube e, enquanto aguarda as propostas, segue se preparando fisicamente para poder brilhar na temporada 2019. Sua última atuação foi no Goiás comandado pelo técnico Ney Franco, onde fez 27 jogos, marcando 2 gols mesmo as vezes atuando como segundo volante, e ajudando o Esmeraldino à retornar à elite do futebol nacional. Em entrevista à ESPN, o jogador falou sobre o ano de 2018 e disse que espera um 2019 muito melhor.

O meia também falou sobre seus planos para o futuro, depois que aposentar as chuteiras (segundo ele, daqui dois ou três anos). Cajá projeta criar uma fundação para ajudar crianças carentes no Nordeste, além disso, também pensa em empresariar jogadores. Recentemente fez um curso na CBF na academia de futebol e se tornou coordenador de base.

“Foi um ano para voltar. No primeiro semestre fiquei quatro meses sem jogar o Estadual porque estava fazendo tratamentos. Não aceitei algumas proposta que vieram e preferi esperar um clube que pudesse jogar bem em uma Série B ou Série A. E o Goiás veio e me abriu as portas. Conseguimos uma sequência boa com o professor Ney Franco. Tivemos um acesso depois de tanta pressão. Um time grande como o Goiás ficar tanto tempo na Série B era muito ruim. Fiz algumas partidas muito boas mesmo jogando fora de posição pude ajudar a equipe. Eu sou meia, mas atuei várias vezes como segundo volante. Mas foi bom, o importante é poder se entrosar e ajudar. O time pegou uma sequência de quase nove jogos sem perder. Só final que eu não que não consegui jogar tantas vezes”, relatou.

Fiquei muito feliz e o ano está terminado e estou em casa treinando nas férias. Estou sem clube ainda, estou esperando chegar propostas. Se chegar ficarei feliz porque quero fazer um ano de 2019 bem melhor. Pretendo jogar mais dois ou três anos ainda. Não quero mais do que isso, quero curtir mais minha família e meus filhos. Estou projetando fazer uma fundação para ajudar crianças carentes no Nordeste. Também penso em empresariar jogadores. Acabei de fazer um curso na CBF na academia de futebol e foi muito bom. Agora sou coordenador da base e fiquei muito feliz”, finalizou.

BA X VI



Renato Cajá vestiu a camisa do Vitória em 2013, ano em que o Leão fez uma excelente campanha e por muito pouco não conseguiu uma vaga na Libertadores, terminando na 5ª colocação com 59 pontos, dois atrás do Botafogo que foi o último classificado pelo G-4. Pelo Rubro-Negro, marcou 6 gols em 42 jogos e anotou o primeiro gol da nova Fonte Nova na sua inauguração em goleada sobre o rival Bahia por 5 x 1.

Três anos depois de se destacar pelo Leão, Cajá viria a vestir a camisa do rival Bahia. Em 2016, anotou 4 gols em 32 jogos, e fez parte do elenco que reconduziu o Esquadrão de volta à elite do futebol nacional. Iniciou 2017 no tricolor, mas só fez 9 partida e deixou o clube para mais um retorno à Ponte Preta, para disputa do Brasileiro de 2017, quando a equipe da Campinas foi rebaixada para a Série B.

Natural de Cajazeiras (PB), Renato começou no futebol em 1998, na base do Vitória, mas ele acabou voltando para casa por causa da saudade da família. Cerca de dois anos depois, ele foi para o Mogi Mirim e permaneceu por cinco temporadas. Em 2007, ficou desempregado por alguns meses antes de ir para a Ferroviária e jogar a Série A3 do Paulista a convite de Pio, ex-atacante do Palmeiras. Depois, passou pelo Juventude antes de chegar à Ponte Preta, onde se destacou e atraiu os olhares de grandes clubes. Ainda defendeu Al Ittihad, Grêmio, Botafogo, Guangzhou Evergrande, Kashima Antlers, Bursaspor, Al Sharjah.

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