Se não fosse o VAR, o Bahia teria uma campanha quase perfeita em 2018

Fracasso na Copa do Nordeste nao ofuscou a boa campanha do Bahia em 2018

No próximo domingo Bahia e Cruzeiro aplicam a régua e logo após estará encerrada a temporada 2018, aliás, uma temporada boa para o Esporte Clube Bahia que como esperávamos, mostrou avanços importantes, especialmente no Campeonato Brasileiro da Série A, como já prometia no ano passado o ex-presidente Marcelo Pereira quando profetizava “Campanha Segura” e de fato aconteceu, no ano passado, nem tanto, este ano sim, não  houve agonia, mão na cabeça e a República dos Deus nos Acuda não foi proclamada em nenhum momento da competição, inclusive renovando o alvará de funcionamento para participação em uma nova Copa Sul-Americana em 2019.

O Campeonato Baiano como era esperado foi um tapa. Foram dois triunfos consecutivos em cima do Esporte Clube Vitória que já indicava naquela altura sinais graves de desnutrição técnica. Foi o 47º título baiano do tricolor de aço em uma obrigação cumprida de um campeonato conturbado pelo BA-VI da vergonha, aquele mesmo que não acabou por determinação do técnico Vagner Mancini que rendeu um rolo pra lá 10 metros de conversas, mentiras, sofismas e desdobramentos nos tribunais.

Na Copa do Brasil, o tricolor só entrou nas oitavas de final. Venceu e perdeu para o Botafogo e acabou sendo eliminado pelo Palmeiras nas quartas de final quando empatou em 0 x 0 na Arena Fonte Nova e caiu no Estádio do Morumbi ao perder por 1 x 0 para o time que mais tarde viria à conquistar o Campeonato Brasileiro.

Sabemos das nossas limitações, do processo ainda em andamento de reestruturação e a falta de equivalência com o adversário pelo suporte financeiro e estrutura que desfruta. Portanto, a campanha pode ser considerada como aceitável, até porque, era previsto ainda que qualquer derrota gere aquela natural frustração de momento.



Na Copa Sul-Americana, o Bahia se revelou nos seus melhores momentos este ano. Passou pelo Blooming da Bolívia, Cerro do Uruguai, Botafogo, derrotou o Atlético Paranaense no seu alçapão onde era considerado intocável, no entanto, foi derrotado pelo VAR que impediu que o tricolor de aço vencesse na Fonte Nova por 2 x 1, anulando dois gols legítimos para  transformar o triunfo na Arena da Baixada uma semana depois, por 1 x 0 em um placar insuficiente para a classificação direta, e assim, levou a decisão para as penalidades, onde fracassou.

A frustração daquela derrota já passou, mas ao assistir ontem à noite o triunfo do Atlético em cima do Fluminense por 2 x 0, se habilitando para ir para da final da competição, o desgosto honestamente foi renovado.

O ponto negativo deste ano foi a Copa do Nordeste quando o tricolor de aço deixou escapar o quarto título da competição em plena Fonte Nova. Foi soberano em todas as fases da competição, até as duas partidas finais onde precisava apenas de dois empates. Porém, perdeu para Sampaio Corrêa por 1 x 0 no estádio do Castelão no Maranhão.

No segundo jogo na Fonte Nova, precisava vencer, mas apenas empatou em 0 x 0 para um time que na sequência acabou sendo rebaixado para Série C. Este foi sim, o único ponto negativo do tricolor de aço na atual temporada, mas que no entanto, não apaga ou minimiza a boa performance do tricolor na temporada com um todo.

Domingo ao enfrentar o Cruzeiro, o tricolor pode igualar a pontuação no ano passado no Campeonato Brasileiro da Série A, onde somou 50 pontos com 13 triunfos finalizando décima segunda posição com algum sofrimento antes da chegada de Paulo César Carpegiani.

Vencendo o time mineiro, o tricolor chegará aos mesmos 50 pontos, a mesma quantidade de triunfos, porém na décima posição em um avanço ainda que pequeno é importantíssimo notadamente para aqueles que acreditam em um avanço estável, crescente e continuado.

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