Vídeo-arbitragem: Foi pênalti, não foi? VAR ? ou NÃO VAR ? Eis a questão…

Segundo a Wikipédia, a história do futebol no Brasil começou em 1895, pelas mãos dos ingleses, assim como na maioria dos outros países. Os primeiros clubes começaram a se formar neste período. Assim como a fundação dos clubes, a prática também era restrita à elite branca. Diz-se que a primeira bola de futebol do país foi trazida em 1894 pelo paulista Charles William Miller. A aristocracia dominava as ligas de futebol, enquanto o esporte começava a ganhar as várzeas. As camadas mais pobres da população e até negros podiam apenas assistir. Somente na década de 1920, os negros passaram a ser aceitos ao passo que o futebol se massifica, especialmente com a profissionalização em 1933.

Segundo ainda a Wikipédia, a história do futebol no Estado da Bahia começou com a volta de José Ferreira Júnior, o Zuza Ferreira, a Salvador. Após ser mandado à Inglaterra para estudar, Zuza retornou à sua terra natal com o objetivo de praticar e ensinar o novo esporte.

A primeira partida teve o campo da disputa no Campo da Pólvora, em 28/10/1901, quando a bola trazida na mala do Zuza foi utilizada pela primeira vez. Sabe-se ainda que o primeiro e reconhecido Clube Baiano, para a prática do futebol, foi fundado em 07 setembro de 1903, com a denominação Sport Club Bahiano. Alí começava a paixão dos soteropolitanos e toda a Bahia pelo Esporte dito Bretão.

A arbitragem também começou já naquela época, na Europa e os primeiros juízes, não tinham ainda os bandeiras, só se pronunciavam quando provocados por uma das equipes que jogavam. Ele parava o jogo literalmente “no grito” pois o apito ainda não fazia parte do seu material, sendo introduzido a partir do ano de 1878. O árbitro só veio a ter poderes para tomar as próprias decisões em punir quando a regra lhe atribuiu esses “poderes”, em 1896. Os assistentes (bandeiras) só iriam incorporar o quadro de árbitros nos idos de 1891. Isso denotava, desde os primórdios da arbitragem, uma rápida e senhora evolução.



O tempo passou e as coisas foram sendo adicionadas aos assuntos relativos às práticas das arbitragens. Quarto árbitro, árbitro reserva, comissão de arbitragem, etc. Apesar disso tudo, as questões relativas aos erros e acertos se sobressaiam mais no denominado “erro do árbitro” e que, recentemente, os responsáveis pelo futebol mundial (FIFA) postularam e propuseram a introdução de um árbitro “eletrônico” com a missão de, em tendo o poder de ver e rever as imagens produzidas numa partida, em diversos ângulos de visão, auxiliar o “juiz” na necessidade de rever e minimizar mudando “in real time” as suas polêmicas decisões.

Eu, que acompanho o futebol desde menino pequeno, no Tororó (saudoso bairro familiar que hoje encontra-se meio depreciado) não vejo com bons olhos essa novidade aplicada nessa magnitude e, alguns jogos na Copa do Mundo, já apontam para uma série de falhas que essa última geração de árbitros pode cometer ou, simplesmente, omitir-se. Não vamos discutir um lance ou outro ocorrido no sazonal campeonato mundial de seleções. Ficou claro e cristalino que mesmo utilizado o recurso a discussão sempre tinha espaço para se questionar a decisão final do “juiz”.

Eu entendo que o futebol, sem a polêmica da arbitragem, perde um pouco o seu conteúdo para as resenhas dos torcedores e profissionais da crônica esportiva. Foi pênalti, não foi? A precisão não combina muito com o nosso esporte predileto. Sem contar o tempo da parada da partida. O “juiz” tem sua definição nas tais questões interpretativas e, às vezes, mesmo sendo orientado pelo “árbitro eletrônico”, em “background”, não muda de opinião e confirma ou afirma a sua duvidosa atuação num lance. Sem contar ainda com as questões do orgulho próprio em não mudar o seu erro naquele momento.

Ouvimos muito os comentaristas esportivos especializados afirmarem que tem lance que é de cunho ‘interpretativo”… Ora, se é interpretativo, então o “juiz eletrônico” perde a sua essência e principal missão que seria a de DIRIMIR dúvidas!



Assim para não delongar nesse polêmico assunto e baseado em fatos reais registrados na Rússia, nessa Copa do Mundo, venho nesse precioso e democrático espaço externar a minha opinião sobre a necessidade real, e em quais circunstâncias, esse recurso VAR poderia ser tranquilamente utilizado para que o resultado de uma partida fosse o mais correto, o mais justo possível.

Apenas os lances capitais onde o árbitro eletrônico apelidado internacionalmente de VAR – Video Assistant Referee, poderia ser utilizado e aplicado na imutável e relativa lisura do Futebol: anular os lances de gol em IMPEDIMENTO e confirmar se a BOLA DENTRO OU FORA do gol.

Nesses lances, como o recurso eletrônico é muito ajustado, as margens de erro seriam reduzidas a ZERO, sem deixar dúvidas para outros questionamentos ou apelações. O “árbitro” seria convidado, pelo ponto eletrônico, a concordar com o lance pela precisão aplicada ao recurso eletrônico. Pronto e acabou!

Talvez assim, as injustiças decorrentes da falha humana do chamado de “árbitro” de futebol, pudesse dentro da realidade do fato, em decisão pelo recurso, tornar o resultado de uma partida de futebol mais razoável porque a polêmica faz parte e sempre estará presente na prática desse esporte.

Paulinho Fernando, amigo e colaborador do Futebol Bahiano.

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