Ponte Preta confiante no triunfo contra o Bahia na Fonte Nova

Ponte Preta quer se vê livre de vez do Z4

RS - COPA DO BRASIL/GRÊMIO X SANTOS/RACISMO - ESPORTES - O goleiro Aranha, do Santos, reclama de ofensas racistas por parte da torcida do Grêmio, em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Brasil, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), nesta quinta-feira. 28/08/2014 - Foto: BRUNO ALENCASTRO/Agência RBS/ESTADÃO CONTEÚDO

Depois de vencer o Corinthians e pular fora da zona de rebaixamento a Ponte Preta retomou os treinamentos na manha desta terça (31) de olho no jogo contra o Bahia no próximo domingo. A expectativa do grupo é fazer um bom jogo para sair logo do Z4, uma situação que, como define o goleiro Aranha, grande destaque da vitória contra o Corinthians, é bastante incômoda.

“A vitória no domingo nos deixou em uma condição um pouco melhor para depender apenas dos nossos resultados, isso é o mais importante. O Campeonato está muito equilibrado e muito difícil para todo mundo, você ganha do líder e perde para o lanterna. Temos que manter o foco. Não achar o melhor quando vai bem, mas quando a vitória não vem não pode deixar se abater”, diz o camisa 1 em entrevista ao site oficial do time de Campinas.

Ele acrescenta: “É lógico que a zona de rebaixamento incomoda muito e vamos fazer nosso máximo para sair dela o quanto antes. O fato é que nós enfrentamos em uma sequência muito pesada – Palmeiras, Flamengo, Corinthians, Cruzeiro e Santos – e somamos sete pontos, o que mostra um bom trabalho. Sim, deixamos escapar uma vitória ou um empate em casa, contra o Avaí, mas está muito equilibrado e temos condições de nos manter na série A.”

O arqueiro fala sobre as cobranças, muitas vezes exageradas, que chegou a receber em determinados jogos. “Uma vez eu até brinquei um tempo atrás que eu sou o Aranha e não o Homem-Aranha. Às vezes o torcedor espera da gente aquilo que não temos capacidade de fazer. Tem bolas que dá para defender, mas como diziam o goleiro das antigas, tem que pegar as possíveis, as impossíveis o nome já diz tudo. Se eu peguei é porque foram bolas possíveis, foram boas defesas sim, mas eram bolas possíveis”, afirma.

Ele acrescenta que o importante é manter o foco, independentemente de cobranças. “Mantenho meu trabalho e minha concentração. E a pior coisa para um time é ele estar batalhando, correndo atrás do placar e o goleiro falhar. Isso joga o time para baixo e a confiança acaba diminuindo. Eu tenho consciência que mais do que a defesa, é importante você passar a segurança para os companheiros”, diz.

Aranha salienta, porém, que entende a cobrança do torcedor. “A gente e o grupo entende a insatisfação da torcida, a crítica. O torcedor não quer explicação: ele quer a vitória. Ganhou, sai alegre, todo mundo é bom, o trabalho é ótimo, segue a vida, tudo certo. Perdeu, ninguém presta, o trabalho não é bom. No domingo chegamos ao estádio, como nas outras vezes, sem receber apoio e mesmo assim temos que honrar a camisa, correr bastante, se dedicar e trazer o torcedor para o nosso lado. E a única maneira de trazer o torcedor para o nosso lado é vencendo: conseguimos fazer isso domingo e esperamos continuar fazendo daqui para frente”, finaliza.

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