Ex-jogador Bebeto aprova SAF no Bahia: “Não tem outro caminho”

O Bahia segue um movimento já feito por outros clubes, como Cruzeiro Botafogo e Vasco.

Foto: Reprodução

O Esporte Clube Bahia pode anunciar neste mês novidades sobre o processo de negociação para venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ao Grupo City. A proposta deve ser apresentada ao Conselho Deliberativo e depois levada a votação para aprovação (ou não) dos sócios-torcedores. Presenta no lançamento da exposição ‘Memórias dos Nossos Craques’, na última segunda-feira, no Salvador Shopping, o ex-jogador e tetracampeão mundial Bebeto aprovou a escolha do clube pelo novo modelo de gestão e frisou que ‘não existe outra saída’ para os clubes que estão com problemas financeiros.

 

“Claro que é positivo. Acho que não temos outra saída, tá? Um dia eu estava conversando até com o presidente do Vasco, Jorge Salgado, e eu falei sobre isso. Não tem outra saída. O clube vai ter uma tranquilidade maior para pagar jogadores e trabalhadores em dia. O clube tem dívidas para pagar, tem conta de luz, tem água para pagar. E o jogador também tem que receber em dia, cara. Não adianta o clube contratar jogadores e não pagar os jogadores”, explica Bebeto.

“Uma outra coisa também que eu acho positiva e fundamental é a base. Poder fazer um investimento na base. Porque a base com certeza é o que vai dar lucro para a equipe com futuras vendas e tudo mais. Não tem outro caminho. O Vasco está se estruturando, o Botafogo agora com o [John] Textor está se recuperando… e tem que usar isso ao seu favor com certeza”, continuou.

Bebeto lembrou da parceria do Vitória com o Excel e do Palmeiras com a Parmalat, nos anos 90. A parceria permitiu ao Leão trazer um campeão mundial para o futebol baiano naquela época. “Esse movimento começou comigo lá atrás, né? Com o banco Excel. E isso foi muito importante. Hoje o Palmeiras tem a Crefisa fazendo um trabalho importante, e o resultado [os títulos do Palmeiras] não têm como ser outro. Quando você tem pessoas para fazerem essa gestão não tem como dar errado […] Quando você compara aquela época com essa época agora, os investimentos hoje são muito maiores. Não tenha dúvida disso. E hoje os clubes estão virando clube-empresa. Não tem outro caminho”, finalizou.

 

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