‘Bahia criou muito contra o Jacuipense, mas pecou na finalização’, diz Roger

Bahia empatou em 2 x 2 com o Jacuipense neste domingo em Pituaçu

Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia

Neste domingo (02), o Esporte Clube Bahia ficou apenas no empate em 2 a 2 com o Jacuipense, no Estádio de Pituaçu, mas como venceu o jogo de ida por 2 a 0, garantiu a classificação à final do Campeonato Baiano, onde vai buscar o seu 49º título. Jadson e Jeferson Douglas marcaram os gols do tricolor baiano, enquanto Rafael Bastos e Raniele anotaram para o Leão do Sisal. Em entrevista após a partida, o técnico Roger Machado destacou que o time criou inúmeras oportunidades, mas pecou na finalização e na tomada de decisão, no último e penúltimo passe.

 

“Foi um jogo franco. Um adversário jogando para buscar e tirar a diferença. Muitas vezes, marcava com sete jogadores. Também expôs muito seu campo defensivo. E nós contra-atacamos inúmeras vezes. Nós criamos inúmeras oportunidades. Pecamos na finalização e na tomada de decisão, no último passe, no penúltimo passe. Então foi um jogo franco. O penúltimo jogo que nós vencemos fora, se a iniciativa do nosso adversário foi com a intenção de fazer com que a gente viajasse depois de um cansaço de uma maratona para uma outra cidade, porque a gente sabia que o nosso adversário estava jogando aqui em Salvador… Jogando em um campo muito grande e com uma grama muito alta, mais atrapalhou o seu time do que o nosso time. A gente sabia que hoje seria mais difícil, porque ele viria com essa característica de velocidade, com um time muito leve. Naturalmente, você vai sofrer, em alguns momentos, com um adversário com os jogadores rápidos.”, disse.

O técnico Roger Machado também explicou a reclamação com os erros  do atacante Saldanha que, apesar da assistência para o gol de Jadson, perdeu duas chances claras.

“Eu tenho absoluta certeza e convicção de que o Saldanha vai ser um grande centroavante e vai marcar muitos gols pelo Bahia. Entretanto, tenho conversado e trabalhado bastante com o Saldanha, para que, nestes momentos em que ele tem as oportunidades, ele possa tomar a melhor decisão, porque é um jogador que tem na virtude o seu pivô. A bola, quando chega no Saldanha, a bola dificilmente para. Tem seguimento. Ele é um assistente. Ele consegue jogar para os demais companheiros. É a segunda ou terceira assistência que ele dá para gols. Porém, em alguns momentos, como centroavante, é preciso sempre lembrar que o centroavante vive de gols. E, às vezes, o centroavante pode ser um pouco individualista, porque a cobrança em cima do centroavante vai ser sempre grande”, disse o treinador.

“Eu, quando fui lateral, eu preferia servir a bola, muitas vezes, para o centroavante, o atacante, do que propriamente finalizar no gol, porque eu sei a cobrança que há em cima do camisa 9. Trabalhando e cobrando o Saldanha para que ele tome a melhor decisão sempre. Em alguns momentos, trabalhar para que, quando a jogada se desenrole, ele esteja em uma melhor condição dentro da área. Também faz parte. É questão de tomar decisão, que o repertório do treinamento e do jogo vai dando para o jogador. Quando ele vai se tornando mais experiente, ele vai melhorando nesta função. Estava refletindo, falando da reflexão sobre o Saldanha, o Marco Antônio. Tiveram algumas oportunidades e não tiveram a capacidade de tomar a decisão certa no momento certo. Às vezes é por preciosismo. Às vezes é por não conseguir vislumbrar bem a jogada. Às vezes porque a marcação chega. Criamos muito, o placar poderia ser diferente a nosso favor.”

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