Análise: Gregore e Edson, o melhor e o pior do Bahia na temporada 2018

Gregore foi o jogador mais regular do Esquadrão no ano

A temporada 2018 do Esporte Clube Bahia esteve dentro do esperado. Exceto, a Copa do Nordeste onde fraquejou dentro de casa e o pior, para o tímido Sampaio Corrêa (rebaixado para Série C), este sendo o lado negativo do ano. Nos demais torneios deu seu recado e conquistou justamente aquilo o que os braços alcançaram. Campeão Baiano, quartas de final da Copa do Brasil (eliminado pelo Palmeiras), e quartas de final da Copa Sul-Americana, no entanto, prejudicado pela arbitragem que anulou dois gols e deu uma ajudinha ao Atlético-PR, e o Esquadrão sentado e observando a sequência da competição na beira do caminho, imaginando que se não fosse o VAR, a história seria diferente.

O Campeonato Brasileiro, não sofreu e como consequência, não impôs sofrimento aos seus torcedores, que, aliás, é um grande avanço, no entanto, apesar de ter recebido elogios da imprensa, notadamente aquela que transmitiu os jogos pela TV, o tricolor de aço continuou sendo um clube doméstico, ainda enfrentando enormes dificuldades quando ultrapassa os limites do seu cercado, mesmo para enfrentar adversários de equivalência e até mesmo inferior, como foi o caso da derrota para o Paraná Clube onde desperdiçou três pontos que seriam valorosos para uma melhor classificação e maiores oportunidades no próximo ano.

Fez uma campanha inferior que o ano passado quando considerado apenas pontuação, contudo, melhorou na colocação na tabela de classificação e no final das contas se garantiu novamente na Copa Sul-Americana. No geral, o Esquadrão fez uma temporada digna das suas tradições, sem vexame, sem goleadas sofridas e pouco a pouco vai restabelecendo um respeito quase esquecido pelo passado ainda recente e bem tenebroso que colocou o clube em um processo de enorme restruturação.

Já na análise individual, podemos citar alguns destaques e outras decepções. Porém, se for para votar no MELHOR e no PIOR jogador de 2018, não preciso pensar duas vezes para dar o meu voto. Vamos à análises abaixo:  



Analisando toda a temporada, acredito que seria uma injustiça não indicar o volante Gregore como o melhor jogador do Esporte Clube Bahia em 2018. Na minha opinião, foi o que mais se destacou justamente pela regularidade. Apesar de ser um atleta que comete muitas faltas e é bastante amarelado (normal pela posição que atua), foi o atleta que mais roubou bolas no Campeonato Brasileiro, com 106 roubadas de bola nas 63 partidas que esteve em campo, deixando o meio-campo tricolor consistente, e ainda contribuindo com criações de jogadas pela boa saída de bola (Na Série A deu duas assistências para gol).

Muitos outros poderiam ter sido minha escolha, exemplo do meia Zé Rafael, artilheiro do time na temporada com 13 gols e responsável por seis assistências, no entanto, passou um longo tempo apresentando um futebol abaixo do que se esperava dele, e o que apresentou de bom não foi uma surpresa pois já conhecíamos o seu futebol diferenciado que acabou chamando a atenção do Palmeiras, seu novo clube, onde irá disputar posição com grandes jogadores e disputar grande títulos.

Já Edigar Junio, se esperava bem mais dele pelo bom ano de 2017 quando terminou a Série A com uma enxurrada de gols, porém, conviveu com as lesões em 2018 e ainda assim anotou 13 tentos, mesma situação do goleiro Douglas que teve um ano bastante regular, brilhando na conquista do Campeonato Baiano com belas defesas, como também na decisão da Sul-Americana defendendo pênaltis diante do Botafogo, mas também passou um tempo inativo devido uma lesão, ainda assim, colocaria o arqueiro entre os TRÊS melhores do tricolor no ano.

Posso citar outros jogadores que foram regulares no decorrer da temporada, caso do lateral-esquerdo Léo que nunca teve sua titularidade ameaçada e se apresentou bastante consistente nas atuações, não é atoa que está perto de assinar com o São Paulo, além também do atacante Gilberto, com 9 gols em 25 jogos e artilheiro da equipe na Série A com 8 gols, porém, fez poucos jogos, talvez se tivesse chegado no início do ano poderia ter sido minha escolha.

Não posso deixar de falar do meia-atacante Élber, bastante criticado pela torcida, e ainda assim terminou o ano como o garçom do time com 7 assistências. Não vou mentir, eu também sou um crítico dele, mas não poderia deixar de destacar o fato dele ter tido boas apresentações e feito gols importantes, sem falar que é um jogador muito esforçado. E o que falar de Ramires? Uma enorme surpresa, apareceu do nada no time titular, se firmou e termina o ano como uma das principais revelações do Campeonato Brasileiro sendo cobiçado por gigantes europeus.

Por tudo que foi falado acima, reafirmo meu voto no volante GREGORE, como o melhor jogador do Bahia em 2018, uma contratação que chegou como aposta e deu muito certo. Um guerreiro dentro de campo!

Por outro lado, o PIOR jogador do Bahia este ano, na minha opinião, foi o volante EDSON, que entrou em campo apenas 19 vezes e já foi liberado pela diretoria não permanecendo para 2019. O jogador terminou a temporada 2017 em alta, fazendo até gol em BA-Vi decisivo, como titular, renovou o contrato de empréstimo e até estava cotado para ter os direitos adquiridos pelo Tricolor. No entanto, em 2018, o seu futebol desapareceu, iniciou a temporada muito disperso e fisicamente abaixo, teve as concorrências de Elton, Gregore, Nilton e no final acabou preterido até pelo volante Flávio que chegou com o trem andando e ganhou mais oportunidades com Enderson.

Poderia citar também Allione, que teve um grande ano de 2017 e sucumbiu em 2018, mas seria injusto pelos problemas que o argentino teve, físicos e psicológicos. Ter retornado ao Palmeiras com o pensamento de ser aproveitado, porém, nada como imaginou, voltou ao Bahia e depois foi vendido ao Racing-ARG que desistiu do negócio alegando que o jogador teria uma lesão. Daí retornou ao Bahia, se recuperou, porém, pouco foi visto em campo nessa reta final de temporada, resultando na liberação, sendo mais um que não permanece para 2019, juntamente com o lateral-direito Bruno e o volante Edson.

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