Mais união e fim da politicagem!

Que o Vitória vem passando por mudanças significativas no que se refere a cargos importantes, todos sabemos. Momentos como esse geralmente afloram as emoções de quem saiu e de quem ficou. Parece complicado, mas a razão assume um papel decisivo para manter a tranqüilidade do ambiente, bem como a continuidade do projeto de reestruturação e desenvolvimento do nosso glorioso rubro-negro baiano.

Como já citamos em textos anteriores, o Vitória é um clube de massa e isso leva a disputas pelo poder movidas a vaidades e egos inflados. O que os conselheiros e rubro-negros mais influentes devem se conscientizar é que o leão somente se fortalecerá se houver união de todos. Vi uma entrevista recente de Jorge Sampaio na qual o mesmo acerta ao afirmar que não será oposição a Alexi Portela, devido ao fato de respeitar e admirar as bases da sua gestão (além de ser seu amigo pessoal), mas erra quando assume que torcerá contra Carlos Falcão (caso se candidate à presidência) independente de quem seja seu adversário. Ou seja, levou a coisa para o lado pessoal e colocou a união para escanteio.

E o pior é que tem gente que em nada ajuda o clube e só aparece nessas horas para agitar. Pessoas que não movem uma palha em prol do Vitória e ficam nos bastidores fazendo barulho, que muitas vezes acabam por minar o ambiente, trazendo com o passar do tempo malefícios irrecuperáveis. E ainda tem aquela parcela da imprensa, de caráter sensacionalista, que fica ávida por reportagens desse tipo, contribuindo também decisivamente para a degradação da instituição. Fica então o recado que além da busca pela paz, todos tem o dever de blindar o Vitória de quem não ajuda em seu crescimento, mesmo que as divergências de idéias estejam ocorrendo entre as quatro paredes da Toca do Leão.

E já que o texto chegou às discordâncias de pensamentos, ser oposição no Brasil significa falar mal e ajudar a derrubar um planejamento. Aí é que entra o termo “politicagem”. Dia desses, eu estava assistindo na TV uma matéria com um conceituado cientista político e o mesmo classificou politicagem como “a forma mais equivocada e mesquinha de se fazer política”. E isso é um problema cultural que ocorre em nosso país. Quem não se encontra gerindo um cargo de alta responsabilidade e não faz parte da equipe de trabalho, faz de tudo para esmagar quem está lá, sem oferecer opiniões, propostas e críticas construtivas.

O que eu quero despertar em todos nessa coluna é que o momento das pessoas se despirem de suas vaidades e ajudarem o Vitória de forma única já chegou faz muito tempo. Chega de estacionar ou regredir pelo simples motivo de esse ou aquele cidadão quererem fulano ou beltrano à frente de um cargo. As pessoas passam, o Vitória é que fica. E tenham toda certeza que situações como essa atrapalham e muito o desenvolvimento do Vitória enquanto instituição com enorme potencial de crescimento.

E cabe também a presidência do clube conduzir de forma sábia, determinada e democrática todo esse período de transição. E ao mesmo tempo cobrar da direção do conselho deliberativo a união de todos os rubro-negros ilustres, para que essas transformações venham a serem construídas em conjunto (situação e oposição) e aumentem suas chances de êxito. O Vitória somente conquistará um título de dimensão nacional se um dia apresentar um projeto ousado, conseguir firmar o profissionalismo real e obtiver a integração de todos aqueles que envergam as cores vermelho e preto.

Caso contrário, as chances de sucesso se tornarão mínimas e as do fracasso se agigantarão.

Mais união e fim da politicagem!
Parabéns ao Barradão on Line pela edição número 100!
Saudações Rubro-Negras!
Renato dos Anjos Ribeiro
Rubro-negro e fisioterapeuta.
E-mail: [email protected]

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