Vitória da Conquista realiza sonho de ex-atacante

O Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista nasceu para a realização de um sonho do ex-atacante Ederlane. O projeto social cresceu e três anos depois o time já disputa o título de campeão baiano de 2008. Apesar de estar orgulhoso, Ederlane fala com os pés no chão e decidiu inclusive concentrar os jogadores desde ontem, mostrando que todos estão encarando com seriedade o quadrangular contra Bahia, Vitória e Itabuna.

Ederlane explicou que quando parou de jogar, depois de defender Vitória, Serrano, Taubaté, Rio Branco, Conquista e andar também pelo Peru, Equador, Chile e Alemanha, voltou à Bahia disposto a ser treinador. Chegou a dirigir o Serrano num torneio seletivo, além de ter feito um estágio no Vitória e no Cruzeiro. O objetivo era mesmo o de ser técnico.

Porém, a preocupação com o social mudou todos os seus planos. Ele conseguiu classificar o Serrano para disputar a primeira divisão, mas depois terminou não renovando contrato por falta de acordo salarial. “Deixei tudo e fui me dedicar ao projeto Primeiro Passo. O objetivo era oferecer uma opção de esportes para ensinar os garotos de Conquista a jogar futebol. Os que tinham potencial ficavam nas equipes de base e os demais treinavam como lazer. Não tinha peneira. Todos que chegavam tinham espaço e ainda recebiam uma ajuda de custo todo mês para o transporte”.

O sonho virou realidade quando Ederlane resolveu inscrever o time no campeonato de juniores, sagrando-se vice-campeão, perdendo o título para o Real Salvador. Em seguida, buscou alguns parceiros no comércio e decidiu disputar o campeonato de acesso. Foi campeão invicto. Em 2007, no primeiro ano na divisão principal do futebol baiano ficou em oitavo lugar e agora, em 2008, conseguiu ficar entre os quadro primeiros colocados que vão disputar o título. “Conquistamos a cidade, o estado e vamos brigar pelo troféu de campeão. Além disso, vamos disputar a Série C e conquistar o Brasil”, empolga-se Ederlane.

Pés no chão – O ex-atacante faz questão de destacar que a política de “pés no chão” não vai mudar. A folha salarial do clube é de apenas R$70 mil. Jogadores como Tatu, Rafael e Cleber são as principais revelações do time. Rafael tem contrato até 2010 e a multa rescisória é de R$2,5 milhões. Tatu e Cleber, que estão nos planos do Bahia, têm carteira assinada até o final do ano e a multa é de R$600 mil. “Ainda não fomos procurados por ninguém. Só tomamos conhecimento através da imprensa sobre o interesse nesses jogadores”, diz Ederlane.

O dirigente observa que a boa campanha do time no Campeonato Baiano é fruto de muito trabalho de união e principalmente da confiança de alguns parceiros que acreditaram no projeto deste o início. Ederlane não esquece o amigo Elias Borges, que foi seu treinador e assumiu o comando do time desde que ele decidiu inscrever o Vitória da Conquista na segunda divisão.

Antonio Luiz Diniz

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