Sudesb tenta se justificar no Ministério Público

Foi em vão a tentativa do engenheiro e ex-chefe de operações da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), Nilo Júnior, de entregar documentos ao Ministério Público para ajudar em sua defesa no processo envolvendo o acidente na Fonte Nova, que resultou na morte de sete pessoas. Como o promotor Nivaldo Aquino já havia encaminhado o caso para o Tribunal de Justiça da Bahia, a reunião realizada ontem, à porta fechada, na sede do MP, não deverá influenciar em nada no processo.

Depois do encontro, que durou pouco mais de meia hora, Nilo Júnior voltou a afirmar que havia alertado sobre as deficiências da Fonte Nova. “No dia 10 de janeiro foi passado um documento para o diretor geral”, lembrou o ex-chefe de operações da Sudesb, autor do pedido para a realização da reunião. No entendimento do promotor, tanto Nilo dos Santos Júnior quanto o diretor geral da Sudesb, Raimundo Nonato Tavares da Silva, o Bobô, são “co-autores” do acidente. Os dois foram denunciados por homicídio culposo e lesão corporal de natureza culposa, que tem pena de um a três anos de prisão. A queda de parte da arquibancada da Fonte Nova aconteceu no último dia 25 de novembro, quando Bahia e Vila Nova disputavam partida válida pela Série C do Brasileiro.

De acordo com o Ministério Público, o acidente aconteceu pela “imprudência e negligência” dos dois denunciados, que, “inobservaram os deveres e cuidados alusivos à política de manutenção do equipamento desportivo”.

Com 44 laudas e uma extensa exposição do fato delituoso, a denúncia teve como base o inquérito policial realizado pela delegada Marilda da Luz. Neste inquérito, além de Bobô e Nilo Júnior, foram indiciados também, o diretor técnico de Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Virgílio Elísio; o presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF), Ednaldo Rodrigo Gomes; o presidente do Esporte Clube Bahia, Petrônio Barradas; e a juíza da 2ª Vara de Defesa do Consumidor, Lícia Fragoso. No entanto, para o promotor Nivaldo Aquino, nenhum desses quatro citados tiveram responsabilidade, na esfera criminal, pela tragédia.

Ficaram de fora do processo criminal, mas ainda podem ter de responder na justiça na esfera cível. Essas informações são da Tribuna da Bahia

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