Guto lamenta vaias da torcida e defende laterais após derrota para o Athletico

O jogo de volta acontece no dia 12 de julho, às 20h30, na Arena da Baixada.

Foto: San Junior / Divulgação/Bahia

O Esporte Clube Bahia perdeu para o Athletico-PR, na noite desta quarta-feira (22), de virada, por 2 a 1, na Arena Fonte Nova, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O jogo de volta acontece no dia 12 de julho, às 20h30, na Arena da Baixada. Esquadrão precisa de um improvável triunfo por dois gols de diferença para conseguir a classificação às quartas de final, ou então vencer por um gol de diferença para decidir a vaga na disputa por pênaltis. Em entrevista após o jogo, o técnico Guto Ferreira lamentou as vaias recebidas por Douglas Borel e saiu em defesa dos laterais do Bahia, citando também Luiz Henrique, que falhou no segundo gol do Furacão.

 

“Não vou me desfazer de quem eu tenho em casa. Os mesmos laterais que hoje são vaiados já foram aplaudidos de pé. Todo mundo está sujeito a errar. Assim como já acertaram demais, hoje estão errando. Neste momento, eles precisam ser fortalecidos, não criticados. Me diz aí dois laterais que jogariam fácil no Bahia e estão em condições de serem contratados. Se trouxer aqui Roberto Carlos e Daniel Alves, eles também vão ser vaiados”, disse.

“O problema não são os laterais, é o apoio. Volto a falar, quero sempre os melhores do meu lado. Tenho jogadores de muito bom nível. Volto a falar, me indica nomes que cheguem sobrando e que o Bahia tenha condições de trazer. Só citando um exemplo, em 2017, o Zé Rafael começou bem, depois foi caindo, começou a ser vaiado. Ele teve que sair da equipe, ficar umas quatro partidas de fora, até voltar e conseguir avançar. Olha quem é o Zé Rafael hoje. Eu fui obrigado a tirar ele, como fui obrigado a tirar o Renê Júnior em 2017. Fui pressionado pelo torcedor a tirar porque o Renê entrava no campo e era vaiado. Aí, na hora em que ele começou a sobrar em campo, a torcida veio junto. Mas estou falando de um jogador de 29 anos na época. Não é um jogador de 19 anos, como é agora”, completou.

“Lamentável aqueles que vaiaram, e obrigado aqueles que aplaudiram. Se cada um que tiver um erro for vaiado da maneira que está sendo e eu tiver que poupar, nós não vamos ter time para terminar a competição. Muitas vezes o jogador não entende. Está treinando para caramba e não recebe oportunidade. O Borel tem 19 para 20 anos, é um ativo do clube. Quem que nós vamos trazer aqui? O lateral do Liverpool? Vamos trazer quem para a zaga? Os melhores do mundo? Quem que a torcida quer? Jogador que há dez partidas era o craque. Aí teve uma lesão, vem em uma evolução, mas não fez agol ainda. Aí o que acontece? Já tem gente querendo vaiar. Onde vamos chegar? Sei que 70% da torcida está do nosso lado, peço que eles encubram quem não vem para torcer pelo Bahia.”

Guto também explicou a nova formação, com Mugni, Rezende e Patrick de Lucca. “A busca foi de tentar ganhar mais força defensiva e ter um poder de ataque com mais movimentação da bola. Por isso a entrada de Luiz Henrique, que a ultrapassagem é mais rápida que a do Djalma. O Mugni teve muita coisa positiva, e o posicionamento que a gente tentou, em determinado momento, ficou um pouco sacrificante para ele e para o Patrick. Porque, em algum momento, a gente não conseguiu compensar o lado oposto para fechar os laterais na virada da bola. O primeiro gol acontece em um jogada onde o Mugni está distante e o cara cruza lá de trás. Não deu tempo de fechar. Se ele segue com a bola, o Mugni fecha, mas não deu tempo porque ele cruzou de longe. No segundo gol, foi uma infelicidade do Luiz [Henrique] ter escorregado. O Luiz Henrique fecha certinho, faz a antecipação, mas, na hora que vai tocar na bola, escorrega. No segundo tempo, retomamos o posicionamento de 4-2-3-1 para fechar os lados deles. Resumindo, teve coisas muito boas, conseguimos agregar coisas importantes, mas também tiveram coisas ruins. É normal acontecer isso. Vamos ver como vai ser no próximo jogo, até porque não vamos ter o Patrick.”

Agora o Esporte Clube Bahia dá uma pausa na Copa do Brasil e volta o seu foco para o Campeonato Brasileiro da Série B, onde enfrenta o Novorizontino no próximo sábado (25), às 16h, na Arena Fonte Nova, pela 14ª rodada da competição nacional.

Autor(a)

Fellipe Amaral

Administrador e colunista do site Futebol Bahiano. Contato: [email protected]

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