Melhor aproveitamento do Bahia na Série B foi na Era Guto Ferreira

O Bahia teve três treinadores no Campeonato Brasileiro da Série B.

Foto: Divulgação/Bahia

Após eliminações na primeira fase do Campeonato Baiano e Copa do Nordeste, o treinador Guto Ferreira foi mantido no cargo para a disputa da Série B do Brasileiro, onde o principal objetivo era conquistar o acesso. Apesar da desconfiança do torcedor, o Esporte Clube Bahia começou a Segundona muito bem, até de forma surpreendente, chegando a emplacar três triunfos e um empate nas quatro primeiras rodadas, se firmando dentro do G-4 juntamente com Cruzeiro, Vasco e Grêmio.

 

Porém, após conquistar três triunfos seguidos (Criciúma, Sport e Operário), a equipe acabou amargando duas derrotas em sequência dentro da Arena Fonte Nova, onde estava invicto até então. Perdeu para Chapecoense e Novorizontino, nas rodadas 13 e 14, ambos por 1 a 0. Após esses tropeços, apesar do Tricolor figurar na 3ª colocação, a diretoria decidiu pela demissão de Guto Ferreira, o que foi aprovado por boa parte da torcida. Guto saiu após 14 jogos com 60% de aproveitamento na Série B. Após ser dispensado, ‘Gordiola’ abriu o jogo e frisou que Eduardo Freeland, diretor de futebol do Esquadrão, ‘chegou querendo trabalhar com um cara que já estava acostumado’.

O que a torcida não esperava era que o Bahia fosse trazer de volta Enderson Moreira, que já tinha uma passagem ruim pelo clube, marcado pela perda do título da Copa do Nordeste para o Sampaio Corrêa em plena Fonte Nova. Quem deu o aval para esse retorno foi o diretor de futebol Eduardo Freeland, com quem Enderson trabalhou no Botafogo. A torcida não gostou da escolha, e a mudança não surtiu efeito. O time continuou praticando um futebol fraco, e a torcida começou a protestar pedindo a demissão, o que demorou, acontecendo apenas na 32ª rodada após derrota para a Chapecoense por 3 a 1 em Chapecó. Foram 17 partidas disputadas na Segundona, com seis triunfos, seis empates e cinco derrotas. Aproveitamento de 47%.

Após a demissão de Enderson, a diretoria foi atrás de Eduardo Barroca, que aceitou o contrato ‘tiro curto’. Em cinco jogos até então a frente da equipe, são quatro empates e apenas um triunfo, um aproveitamento de 46,6%. O Esquadrão teve duas chances de conquistar o acesso, dentro de casa, mas fracassou empatando com Vila Nova e Guarani por 1 a 1, diante de quase 49 mil torcedores na Arena Fonte Nova, empurrando a definição para a última rodada, quando precisará ao menos empatar com o CRB para não correr risco de jogar o acesso no ralo. Caso vença o time alagoano, Barroca terminará a Série B com aproveitamento de 55,5%.

Autor(a)

Fellipe Costa

Administrador e colunista do site Futebol Bahiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com

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