SAF: Bahia não abre mão de manter tradições e faz exigências ao Grupo City

a tendência é que a negociação da venda das ações seja entre 70% e 80% do total

O Esporte Clube Bahia vem nas últimas semanas em um trabalho de análise da SAF (Sociedade Anônima de Futebol), um modelo de clube-empresa que é muito utilizado na Europa, e ganhou força no Brasil após a compra do Cruzeiro pelo ex-atacante Ronaldo Fenômeno. Vasco e Botafogo também adotaram à SAF, e outros clubes estão indo pelo mesmo caminho. Desde o início do ano, o Bahia vem sendo apontado como alvo de investidores, e no mês passado surgiu o interesse do Grupo City, dono do Manchester City. Desde então, o Conselho Deliberativo realiza eventos no intuito de estudar o modelo.

 

Segundo informação do portal ESPN, as negociações que se arrastam por quase dois meses estão avançadas e o Bahia deve apresentar a proposta do Grupo City aos sócios-torcedores para votação, porém, antes disso, a diretoria ainda discute sobre algumas cláusulas. Quando tudo estiver alinhado, a proposta será então encaminhada ao Conselho Deliberativo, que conta com uma comissão provisória formada por sete conselheiros que irão analisar a fundo todos os pontos do acordo.

Ainda segundo a reportagem, a tendência é que a negociação da venda das ações seja entre 70% e 80% do total. No entanto, o Bahia não abre mão de que questões como o símbolo e cores de camisa não sofram grandes transformações. Essa é uma das exigências feitas pelo clube. O processo de análise do pré-contrato e a oficialização da proposta deverá acontecer em um período de duas semanas. Em meados de abril, a oferta final deverá ser encaminhada ao Conselho Deliberativo.

Com uma dívida na casa dos R$ 250 milhões, agravada com o rebaixamento à Série B do Brasileiro, fora a eliminação na Copa do Nordeste, que poderia ser uma fonte de renda com as premiações, o Bahia tem como objetivo com a SAF não apenas o aporte financeiro para a contratação de reforço, mas principalmente para quitar as dívidas.

Hoje, o City Football Group conta com dez times: Manchester City, da Inglaterra; Melbourne City, da Austrália; Mumbai City, da Índia; New York City, dos Estados Unidos; Girona, da Espanha; Yokohama Marinos, do Japão; Montevideu City Torque, do Uruguai; Sichuan Jianiu, da China; Lommel, da Bélgica; e Troyes, da França. É o maior conglomerado de times do mundo.

Nas redes sociais, o jornalista Darino Sena, torcedor declarado do Esporte Clube Bahia, se posicionou contrário a possibilidade de alteração no escudo do clube.

Deixe seu comentário!

3 Comentário

  1. Cada povo(clube) tem o Nicolás Maduro que merece, adiós Bahea …. comunismo pra vocês(torcedores), capitalismo pra nós (mandatários)

  2. Pra mim tudo leva a crer que o rebaixamento as desclassificaçoes de campeonatos inclusive o Baiano é com intenção de desvalorizar ainda mais a MARCA “Esporte clube Bahia” para se criar todo um ambiente propício a venda. Tudo de caso pensado.

  3. QUANDO BELLITANI ASSUMIU O CLUBE A DÍVIDA TOTAL ERA DE POUCO MAIS DE 130 MILHÕES, GRAÇAS A BOA GESTÃO DE MARCELO SANTANA.
    MESMO BELLITANI TENDO NEGOCIADO DEZENAS DE ATLETAS E TER OBTIDO RECEITAS POMPOSAS, SIMPLESMENTE BELLITANI CONSEGUIU A PROEZA DE AUMENTAR A DÍVIDA PARA 250 MILHÕES E AINDA REBAIXAR O CLUBE.
    FOI O PRESIDENTE QUE ATÉ HOJE TEVE EM SUAS MÃOS AS MAIORES RECEITAS DE VENDAS DE ATLETAS, COTA DE TV, PATROCÍNIOS, BEM COMO VÁRIAS OUTRAS.
    ESTE É O RESULTADO CATASTRÓFICO DA GESTÃO DE GUILHERME BELLITANI, NÃO SÓ NAS FINANÇAS MÁS SOBRE TUDO DOS PÉSSIMOS RESULTADOS EM CAMPO.

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*