O Bahia precisa mudar sua política de base na busca por talentos

A importância do Olheiro para o futuro dos clubes de futebol

Foto – Felipe Oliveira/EC Bahia

Quem de nós torcedores, que gostamos de ver aquele baba ou qualquer partida de futebol por aí, nunca se deparou com aqueles moleques, bons de bola, que infernizam os adversários, mostram talento onde estão e encantam aquela plateia amadora com belos lances. E por quantas outras vezes, não tecemos aquele comentário: “esse aí joga muito, poderia jogar no meu clube”.

 

Diante do latente esvaziamento das divisões de base do E.C Bahia e com a grande dificuldade de descobrir os talentos, lapidar e amarrar contratos de maneira benéfica ao clube, sem interferências de empresários oportunistas que no final lascam o clube em banda passando seus interesses a frente, venho falar do OLHEIRO porque política da base agora é contratar de outras agremiações, ficando como vitrine e perdendo os mesmos na primeira proposta vantajosa que aparece para o dono do passe.

Numa localização geográfica afastada do Eixo RJ/SP/MG/RS onde nos encontramos e com um mercado da bola muito acirrado, os clubes hoje se voltaram a requerer os serviços de uma antiga profissão, o OLHEIRO. A função é antiga, mas, os clubes que voltaram a trabalhar com esses profissionais colhem os frutos financeiros de vendas milionárias além de descobrir jogadores que trazem em campo o resultado esperado desde a base.

O olheiro de futebol trabalha observando os campos dos diversos cantos do país e do continente procurando diamantes brutos. Sua atuação começa desde nas categorias infantis e juniores até com atletas profissionais, buscando atletas talentosos para o time que trabalha. Ele procura entre crianças e jovens, que ainda não estão no mercado, ou entre jogadores experientes. Verifica se esse o jogador se encaixa no perfil de atleta que o clube está procurando naquele instante.

Cada profissional se vale de alguns indicadores e tem seus critérios próprios para avaliar a qualidade dos jogadores. Além disso, esse profissional atende aos padrões definidos pelos clubes, ao contrário dos empresários esses funcionários são ligados diretamente ao clube.

O Esporte Clube Bahia, hoje possui um CT de primeiro mundo, mas é inegável, que num cenário onde os custos são cada vez mais elevados, devia lança mão dos olheiros, que exercem um papel de auxílio imprescindível aos clubes para achar novos jogadores ainda iniciantes. ISSO GARANTE PAGAR MENOS POR ELES. O Olheiro dá ao clube, com um custo baixíssimo, à possibilidade de observar jogadores em mercados distantes ou em competições específicas, IN LOCO. Faz análise a parte técnica comportamental do atleta para saber sobre indisciplina ou dos problemas pessoais que possam atingir sua carreira.

Grandes casos de sucesso estão em cenário nacional e usam desses profissionais para seu beneficio e tiram os talentos de locais longínquos, (especialmente do norte e nordeste escondidos) para brilhar nos campos do Brasil e do mundo. No Brasil, São Paulo, Athletico-PR, Flamengo, Santos, etc. já revelaram diversos atletas e fizeram cifras vultosas para o clube e tem projetos sólidos com esse propósito.

O Bahia já trabalha com esses profissionais, mas, é preciso intensificar essas buscas e mudar a política de contratações, afinal, trazer jogadores emprestados desde a base não cria o vínculo nem jurídico nem afetivo necessário entre o atleta e o clube, que é fator fundamental para a permanência desses quando preciso e facilitam as questões burocráticas futuras.

Ainda que exista o DADE, a observação no local mostra todo o contexto, não apenas lances ou melhores lances, tudo é visto ali, e, além disso, deve haver por parte do clube uma politica de fechamento de contratos mais alongados, para que os distratos não ocorram como se deu o de Daniel “Rasta”. O clube tem que ter o atleta nas mãos, jamais o contrário.

O Bahia tem que entender que o nordeste é celeiro de craques desde sempre, contudo, é preciso criar a estrutura, e, acima de tudo, condições jurídicas e oferecer projetos de carreira sólidos, para todos os atletas, para que estes não sejam vendidos por qualquer merreca. É necessário fazer com que esses jogadores acreditem que aqui é o melhor lugar para começar uma carreira.

A responsabilidade do time profissional do Bahia é dar a estabilidade esportiva para receber esses jovens talentos, descobertos pelos olheiros, se mantendo em boas posições na tabela, buscando classificações e títulos a cada ano e não lutando contra rebaixamento para quando esse jovens chegar, não ser queimados logo quando iniciarem suas promissoras carreiras.

É PRECISO MUDAR A BASE, O ALICERCE DO CLUBE SÃO OS JOVENS TALENTOS!!!

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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