Guto celebra vitória sobre o Bahia, mas evita euforia: “Não adianta nada essa vantagem”

Guto Ferreira quer vitória no jogo de volta para sacramentar título

Foto: JÚLIO CAESAR

Pela terceira vez, o Ceará sai na frente diante do Esporte Clube Bahia em uma final de Copa do Nordeste. Em 2015, venceu por 1 a 0 na Fonte Nova, em frangaço do goleiro Jean. Em 2020, venceu por 3 a 1 de virada em Pituaçu naquele jogo da trapalhada de Anderson com Juninho Capixaba. Nas duas vezes, levantou a taça também vencendo o jogo de volta. Neste sábado, o Vozão venceu por 1 a 0 com gol de Jael aos 47 minutos do segundo tempo. Após o confronto, o técnico Guto Ferreira exaltou a competência e entrega dos jogadores para conquistar a vantagem na final, porém, evitou a empolgação e afirmou que é preciso jogar também para vencer em casa e sacramentar o título.

 

“A competência é, principalmente, dos jogadores, que estiveram lá dentro de campo, a entrega deles conseguiu fazer que a gente conquistasse essa vantagem. Mas não adianta nada essa vantagem. Hoje, ela não é decisiva ainda. Como a gente está falando, é uma vantagem, não é uma situação definitiva. Então, nós temos que trabalhar muito, muito bem contra uma equipe que nos trouxe muita dificuldade. A gente tem que fazer outro jogo de alto nível competitivo, em casa agora, para sair vencedor e poder comemorar mais um título. Jogo difícil, total respeito ao nosso adversário”, disse.

Guto também fez uma análise dos 90 minutos da partida a qual ele classificada como “equilibrada”. O treinador destacou a experiência de Jael ao cobrar a falta, e elogiou Buiú, substituto do suspenso Gabriel Dias.

“Foi um jogo que começou com o Bahia buscando um pouco mais o jogo, mas a gente não se intimidou, buscando equilibrar e não permitia ao Bahia as entradas, os espaços que eles buscavam. Em contrapartida, a gente conseguia, nos nossos ataques, situações não claras, mas próximas ao gol adversário. Ficou um jogo de lá e cá, dali a pouco o Luiz Otávio, zagueiro do Bahia, acabou se passando na jogada e sendo expulso. Trouxe uma certa vantagem numérica para nós, mas que não se efetivou dentro do campo porque o Bahia baixou muito as linhas, e essa situação bloqueou completamente as nossas linhas de ação”, disse.

“A nossa equipe não foi ansiosa. Buscou os espaços, foi trocando passes, às vezes a bola escapou um pouquinho no penúltimo passe ou na situação de finalização. Nós tivemos uma situação de finalização com o Vizeu, meio sem ângulo, com perigo, eles chegaram pouco, a batida de falta do Vina. Aí, o Charles acabou se passando e reequilibrando a partida, praticamente nos acréscimos do primeiro tempo. Voltamos para o segundo tempo, jogo equilibrado, ninguém conseguindo vantagem, as duas defesas trabalhando muito bem, e nós fomos mais felizes nas trocas. Quando a gente mudou, teve um pouco mais de felicidade e, em uma bola parada, o Jael foi muito feliz. Como jogava contra o vento, (usou) a experiência. Ele tem uma pegada muito boa, bateu muito forte, com efeito contra o vento, e o vento acabou jogando a bola para dentro, inclusive a bola deve ter batido em alguma situação que encobriu o goleiro. Foi um jogo extremamente disputado, equilibrado e que nós tivemos a felicidade do gol”, afirmou Guto.

 

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