E.C. Bahia: Nada como uma goleada pra levantar o moral – por Erick Cerqueira

Só uma pergunta, Dado: por que diabos não jogou assim no sábado, 13?

No primeiro desafio de Série A, o Bahia fez um grande jogo. Goleou o Sport em PituAço, sem muito esforço e manteve o “tabivis” de nunca ter perdido para o time pernambucano pela Copa do Nordeste. Meteu 4 e nem precisou sujar muito o padrão. 

 

O Bahia goleou sem problemas um time cheio de problemas. Mas aí, o problema é deles.

O Tricolor passeou em campo, para alegria da aniversariante do dia, minha parceira de Política FC. profª Ana Raposo. Numa partida onde a gente dificilmente encontrará alguém que jogou mal, destaque para um quinteto que estava impossível. Nino, Patrick, Gilberto, Gabriel Novaes e Rodriguinho. 

O jogo começa com uma das cenas mais dantescas do futebol no ano. Um bate rebate maluco dentro da área dos visitantes, mas a bola cai em Rodriguinho que chuta e o goleiro pega. Depois, Gilberto ajeita pra Rodriguinho, de novo, da meia-lua, chuta nas mãos do boleiro.

Patrick chuta do meio da rua, mas a bola acerta a trave.

Pela esquerda, Daniel encontra Patrick chegando pela direita e o pivete me lança um canuto na gaveta, pra abrir os trabalhos. 1×0.

Depois, o Tricolor deu a velha cochilada e Douglas teve de salvar duas vezes, em duas cabeçadas perigosíssimas, pra garantir o pirão. 

Nino cruza e Giba perde de novo, de cabeça, dentro da área.

Mas aí, o 9 se redime com uma enfiada de bola perfeita pra Nino, que invade a área e toca pra Rodriguinho chutar na zaga e na sobra, Gabriel Novaes fazer o primeiro dele. 2×0, num momento importante, quando o Bahia saia do cochilo tradicional.

Na volta do segundo tempo, o Bahia do mesmo jeito. Impondo o seu jogo, sem aquele recuo excessivo e procurando valorizar a posse de bola. O Sport era mero coadjuvante, como diria no UFC, “virou passageiro da agonia”. De repente Gilberto puxa a marcação e faz um lançamento pornográfico (pra usar a expressão do Dr. Abraão Pires) para Rodriguinho, que domina lindamente de direita, como um craque da Champions League, e fuzila de canhota, como o aniversariante Alann Malaquias fazia nos campos de terra do Trobogy. 3×0, fora o baile e já podia até colocar a tampa do caixão.

Segue o baba. Rodriguinho toca pra Giba na entrada da área e ele chuta de chapa, mas o goleiro dos caras faz grande defesa..

Patrick lança da intermediária pra Mateus Bahia. O latera toca na área pra chegada de Giba, bater prensado com o goleiro. A bola sobra nos pés de Gabriel Novaes que fecha o caixão com um golaço e enche a sacola dos pernambucanos. Bahia 4×0 aos 33 do segundo tempo. 

Depois foi esperar o fim do jogo, poupar algumas peças e testar outras.

BORA BAÊA MINHA PORRA!

Só uma pergunta, Dado: por que diabos não jogou assim no sábado, 13?

Por que aquela invenção de jogar somente com um volante e cheio de meias, se ia jogar todo recuado? Por que recuou tanto Rodriguinho se todo mundo sabe que ele produz mais na frente? Por que diabos usar lateral improvisado de meia, pra jogar recuado como volante, como fez com João Pedro? Só porque perdeu Rossi pro jogo de hoje? Faz o que garantiu o seu emprego, bicho. Coloca dois volantes de marcação, encosta Rodriguinho na frente e se for o caso tira Rossi ou Gabriel Novaes da formação inicial. 

Não dá pra jogar com 4 atacantes como se tivesse no time de 59, com Mário, Alencar, Léo e Biriba. Coloca só 3, e vamos com 2 volantes mesmo, de boas, e vai dar tudo certo contra o CSA.

Sem invenções, sem maluquice, sem querer ser o prof Pardal que você não é, faz o feijão com arroz e o título vem. 

Que a derrota vergonhosa pro rival tenha servido para acordar o time e o treinador.

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