E.C Bahia: Por que não garimpar o mercado sul-americano?

Bahia deveria buscar jovens talentos no futebol sul-americano para o time sub-23

Índio Ramírez, jogador do Atlético Nacional, emprestado ao Bahia.

Após o surpreendente achado de Índio Ramírez, que contraria os últimos conceitos adotados pela diretoria do EC BAHIA na busca de jogadores estrangeiros na gestão Bellintani, me pergunto: Se está achando jogadores para o time de transição em oportunidades no Brasil, por que não garimpar jogadores estrangeiros nesse mesmo perfil? Estou falando do time sub-23 pelo fato que, as contratações que tem sido feitas estão seguindo esse caminho, mas só tenho visto jogadores chegando oriundos de clubes brasileiros. Entendo que o futebol sul-americano de hoje tem evoluído bastante e o Brasil é uma vitrine onde esses jogadores querem estar.

 

Venezuelanos como Soteldo e Savarino, colombianos como Índio Ramirez, uruguaios, equatorianos, argentinos e paraguaios, chilenos, etc., tem se destacado nos seus times no Brasileirão. Eu vejo esses jogadores como um acréscimo que vai além do campo, pois nesses países os jogadores, em geral, jogam com outra intensidade, além de estarem acostumados ao estilo sul-americano de jogar, com o perfil copeiro e com mentalidade competitiva, o que pode ser observado e absorvido pelos jogadores brasileiros, inclusive na disputa de competições internacionais.

Certa feita, ouvi uma entrevista de Bellintani onde o mesmo dizia que os jogadores estrangeiros não se adaptam rapidamente. Diante disso, entendo que cabe ao clube proporcionar ao atleta as condições para que este seja bem recebido e para socialize com os demais atletas. Quando se tem mais de um estrangeiro no clube, estes se procuram e a adaptação acaba por ficar mais aprazível e reflete em campo.

O Bahia deveria estar atento as oportunidades de mercado, afinal, os jogadores de países sul-americanos percebem salários muito menores que os praticados aqui no Brasil. Em cada país há dois, no máximo três clubes com orçamento exuberante e os demais são equivalentes ou inferiores aos clubes médios e pequenos do Brasil.

A título de exemplo, de acordo com site ESPN, em reportagem que mostra a média de valor pago no que tange a salários mostra que apesar de ficar longe dos principais concorrentes mundiais, o Brasil reina soberano na América do Sul na questão salarial, com média de R$ 207 mil, enquanto na Argentina, por exemplo, se paga quase a metade: R$ 117 mil por mês, em média.

Há jogadores que estão sem contrato nesse meio tempo e nessa próxima janela é possível trazer sim jogadores da América do Sul, pois, embora estejamos em dificuldades em meio ao caos econômico que o clube passa, bons achados podem ser ganhos esportivos e técnicos em campo além de ser tornarem valiosos ativos para os cofres do clube.

O tão festejado DADE não tem agido nesse sentido, eu em particular, nos meus devaneios tolos, passo horas olhando o site transfermarket, este site mostra jogadores sem contrato que podem vir gratuitamente, ainda que seja em contrato de teste. Muitos jogadores jovens e promissores da América do Sul estão sem contrato, jogadores que estão na média do que é encontrado aqui ou melhores. Cabe aos profissionais desse setor de inteligência, ter a boa vontade de observar e passar as informações ao corpo técnico, pois dispõe de outros meios mais avançados ainda para descobrir e assim trazer jogadores competitivos e que buscam espaço no gigante mercado Brasileiro.

Quanto ao Bahia, os gestores do clube devem entender e informar aos atletas que disputar a Série A de um dos maiores campeonato do mundo é uma vitrine gigante tanto para atletas quanto para o clube. Acredito que a chance de um título internacional como a Copa Sul-Americana, passa muito por ter no elenco jogadores que tenham o costume de disputar esse tipo de campeonato. Além disso, esses atletas portenhos tem a comunicação na língua espanhola para melhor acessar a arbitragem, por exemplo.

Enfim, enquanto os clubes já monitoram o Índio Ramirez, o Bahia tem dormido no ponto quanto à busca de novos atletas com o perfil que sirva ao clube e que estão LIVRES NO MERCADO, à espera de uma oportunidade, que pode ser dada tanto no time de aspirantes ou então para a equipe de cima. É só uma questão de dispensar pesos mortos e caros que aí estão e trocá-los por jogadores que queira um lugar ao sol.

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano. 

Comentários:

1 Comentário

  1. O DADE ainda é um departamento muito enxuto, são apenas 05 profissionais trabalhando. Se dividem entre a base e o profissional. Há analista apenas para o treino da base, outro apenas para os treinos do plantel principal, outro para jogos do Bahia e outro para jogos do próximo adversário. O departamento deve ser ampliado para 07 ou 08 profissionais. Anos atrás o Corinthians contava com 10 e clubes europeus como o Benfica tinham 20. Não acho que a culpa seja do Bellintani, o presidente não deve se envolver tanto no departamento de futebol, para isso há profissionais como Diretor de Futebol, Coordenador de Futebol, Supervisor de Futebol e Executivo de Futebol. O problema que o Diego Cerri realizou um péssimo trabalho na montagem do elenco e também não ampliou o DADE. Quanto ao DADE não se assustem com o nome, atualmente qualquer clube da segunda divisão do baiano possui o referido departamento, alguns utilizando outras nomenclaturas. Agora resta ao torcedor torcer contra o rebaixamento e que na próxima temporada que já se inicia em breve, o Bahia possa contar com um departamento de futebol mais capacitado.

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