Anderson acumula falhas e se torna o principal vilão do Bahia na reta final da Série A

Com Anderson no gol, Bahia só perdeu ou empatou no Brasileirão

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

No dia 25 de agosto de 2016, o Esporte Clube Bahia anunciou a contratação do goleiro Anderson, na época com 32 anos, para suprir a saída de Douglas Pires, que foi emprestado ao Fortaleza. Na ocasião, o presidente Marcelo Sant’Ana explicou em entrevista que era um reforço para “repor a lacuna”, afinal, o elenco já contava com Jeanzinho e Muriel. Revelado no Santa Cruz, clube que defendeu por oito anos, Anderson teve algumas passagens pelo futebol paulista: Portuguesa, Mogi-Mirim, Oeste, Linense, Ituano e Novorizontino, antes de chegar ao Bahia.

 

Os anos iam passando e Anderson mesmo sem ser uma unanimidade, e sem grande destaque, tinha o seu contrato renovado pelo presidente Guilherme Bellintani, PRINCIPAL responsável pelo momento ruim do time. De terceiro ou até quarto goleiro, ele acabou virando um reserva imediato de Douglas nas últimas temporadas e dando muitas dores de cabeça ao torcedor tricolor. Já tomou gol do meio da rua do Sampaio Corrêa, falhou em final de Copa do Nordeste e nos últimos jogos se tornou o principal vilão pela derrotas do Bahia em um momento crucial no Campeonato Brasileiro.

Lutando para escapar do rebaixamento, o Bahia acabou perdendo o goleiro Douglas, titular da equipe, lesionado. Seu reserva imediato é Mateus Claus, que também está lesionado. Matheus Teixeira foi quem estava no banco na última partida, mas segundo Dado, o jovem arqueiro se recuperou da Covid-19 recentemente. Ou seja, sobrou o goleiro Anderson, de 37 anos, que já era bastante contestado pela torcida. Aliás, os próprios torcedores reprovaram o fato da diretoria prorrogar o vínculo do jogador até o fim da Série A.

Diante do Fluminense, Anderson saiu jogando errado dando passe na fogueira para Gregore, que perdeu a bola e segundos depois, Luiz Henrique marcou. No último sábado, contra o Goiás, o Bahia havia saído atrás no placar ainda no primeiro tempo, virou o jogo antes do intervalo, mas sofreu o gol de empate logo no início da segunda etapa. Após uma bola alçada na área, o goleiro saiu mal, e ficou no meio do caminho, facilitando o trabalho de Vinícius, que cabeceou para o gol vazio. No primeiro turno, ele já havia falhado na derrota por 5 a 3 para o Flamengo, trapalhada em parceria com Lucas Fonseca.

O tamanho do prejuízo foi ENORME. Em dois jogos em casa, o Bahia conquistou apenas um ponto e se complicou ainda mais na briga contra o rebaixamento. Se vencesse o Goiás, o Bahia teria chegado a 39 e não entraria no Z-4 ao fim da rodada. Com o empate, pode ser ultrapassado pelo Vasco e cair para 17º colocado na tabela.

Com Anderson como titular, o Bahia disputou cinco jogos no Brasileirão. Perdeu três (Ceará, Flamengo e Fluminense) e empatou dois (Palmeiras e Goiás), sofrendo gols em TODOS os jogos e falhando em três. Porém, ele também atuou em outras três partidas saindo do banco de reservas: no empate em 1 a 1 com o São Paulo pela 4ª rodada, na derrota para o Ceará por 2 a 0 na 24ª rodada, e no empate com o Vasco pela 33ª rodada.

Nas redes sociais, o que vemos é uma enxurrada de críticas ao goleiro Anderson, mas é claro, ele não é o principal e nem o único culpado pelo Bahia ter a segunda pior defesa do Campeonato Brasileiro, TODO o sistema defensivo vem cometendo erros graves desde o início da competição e nada foi feito pelo presidente Guilherme Bellintani e o diretor de futebol Diego Cerri, que tiveram tempo de sobra para reforçar a defesa, mas trouxeram apenas o zagueiro Anderson Martins, que demorou uma eternidade para ficar em forma pelo tempo de inatividade.

Autor(a)

Fellipe Costa

Administrador e colunista do site Futebol Bahiano. Contato: futebolbahiano2007@gmail.com

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