Buscando escapar do rebaixamento, baianos procuram motivação

Bahia e Vitória tentam evitar o rebaixamento em um tempo difícil

Foto: Lucas Melo/AG.BAPRESS

Os dois times baianos temem pelo pior: cair para as divisões inferiores do futebol brasileiro. Bahia e Vitória chegaram a ficar algumas rodadas na zona de rebaixamento, com chances concretas de não resistir a este momento, seja pelo pouco futebol apresentado, seja por questões psicológicas. Já entram em campo com “cara” de rebaixado. O que fazer para mudar esta situação? Como encontrar motivação e sair desta realidade, atravessando um tempo já tão difícil em todo o mundo? Pois é, ainda tem este problema e muita gente se pergunta se uma coisa acabou afetando a outra. Administrativamente, cada equipe passa por momentos diferentes, o que os une é a pandemia.

 

O Bahia passa por um tempo de paz administrativa e relativamente bem economicamente – o parcelamento do 13º assustou alguns torcedores desavisados, mas foi tudo acordado antes do final do ano, a fim de preservar empregos – mas a falta de público na Fonte Nova afeta a equipe, não só psicologicamente, como na questão da arrecadação. Dentro de campo, o time acumulou marcas negativas jamais alcançadas na história do clube e a diretoria tem grande parcela de culpa por insistir nos erros.

É comum observar parte da torcida se lamentar por não estar mais próxima do time justamente quando ele luta para não cair. O apoio – e até as críticas da torcida – realmente fariam diferença contra algumas equipes rivais, basta lembrar do peso da massa tricolor quando o Bahia ataca um time adversário.

Isso iria mudar a colocação no campeonato? É impossível cravar o resultado, mas, com certeza, jogar tantas partidas sem o apoio da torcida faz o time se comportar diferente em campo. O Bahia é um clube de massa, vê-lo tanto tempo longe de seus torcedores é triste e desanimador.

O Vitória passa por uma crise financeira nunca vista anteriormente. Salários atrasados, cortados em 25% por cento – sem que tenha havido negociação entre as partes – a mão de ferro de Paulo Carneiro, a falta de transparência, são muitos os fatores que agravam ainda mais a situação. A presença do seu torcedor nos jogos no Barradão, cobrando e apoiando o time, também faz falta.

Fosse em outros tempos, muito folclóricos na história das duas equipes, apelar-se-ia para ida à igreja do Bonfim, trabalhos espirituais, banhos de folha ou de pipoca e até ao sal grosso. Não é raro ver a torcida realizar estas práticas, mostrando em suas redes sociais, e cobrar que os times façam o mesmo.

Se não ajudar, mal também não faria, é o que dizem. O Bahia contratou um psicólogo justamente nesta temporada, após trabalhar com um coach nos anos anteriores. Pois foi justamente após a chegada do profissional que o time apresentou seu pior desempenho. É claro que se trata de uma coincidência, mas não falta que correlacione os fatos, se entregando à superstição.

Muita gente sempre atrelou o fato de um clube ser bem administrado com a distância do rebaixamento e é justamente o que não acontece com o tricolor baiano. É comum ver torcedores e até treinadores de outros clubes, de outras regiões, revelarem seu espanto com a situação do Esquadrão, que fora dos campos acabou amealhando muitos “fãs” por conta das ações afirmativas, que são necessárias e importantes, e não podem jamais serem colocadas como motivo pelo momento ruim do time.

Será que se não tivesse acontecido a pandemia, a situação das duas equipes seria a mesma? Estariam brigando contra o rebaixamento, tendo boa ou má administração? Não há como saber, só resta aos torcedores procurarem ter esperança para atravessar esta reta final do campeonato e tentarem mostrar aos jogadores que ainda há esperança.

Um exemplo disto foi a manifestação de um torcedor tricolor Moyses Souza, que pegou um microfone e foi ao centro de Treinamento Evaristo de Macedo tentar motivar os jogadores de seu time. Quem for de reza, reze; façam suas obrigações; energia positiva é o que resta à torcida neste momento.

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