Bahia trocou o Axé pelo Tango, mas quem dançou foram os argentinos

Bahia contra o Únion Santa Fé não foi exuberante, mas foi competitivo

Foto: Estadão Conteúdo

O Bahia na Argentina, homenageando com justiça o “D10S”, inclusive, meu nome é uma homenagem ao monstro Diego Maradona, com orgulho. Mas o Bahia trocou o fervoroso e dançante Axé pelo sofrível Tango, cuja definição em dicionário é: sofrimento, emoção e sentimento. Na Argentina, o tango tornou-se sinônimo de paixão, melancolia e tristeza. Conforme sentencia uma famosa expressão “o tango é um pensamento triste que se pode dançar”.

 

Meu Bahia, a pior defesa do Campeonato Nacional, título ostentado vergonhosamente pelo esquadrão, conseguiu não ser vazado quando fez isso não podia e precisava. Além disso, outra coisa que ocorreu nessa pegada de mata-mata foi a de perder gols imperdíveis, como foi o caso de Gilberto e Ramon, inadmissível nesse momento. A pergunta é: Não morremos pela competência da zaga ou pela incompetência dos gringos? Jamais saberemos!!!

Contudo, há pontos bons e ruins a serem destacados, afinal é uma classificação “A LA BAHÊÊÊA MINHA PORRA!!!”. De bom, talvez devamos entender a coerência de perceber que em um jogo extremamente disputado não cabia a entrada de Elias como titular. A resposta veio imediatamente na grande partida que Ramon fez, com segurança e mostrando que sua jovialidade e presença na meiúca fez a diferença, além da grande qualidade técnica demonstrada pelo mesmo, onde este deu a segurança, com menção honrosa a Edson e Gregore na linha centra que foram muito bem também.

Qualquer um que acompanhe futebol sabe que não há zaga boa sem uma boa proteção a sua frente, é preciso vigor físico, presença onde a bola está para que esta chegue quebrada e facilite a vida dos zagueiros. Lembrando que hoje jogadores da base e do time de transição jogaram corretamente como é o caso de Mateus Bahia, que não fez ninguém sentir saudade do defensivamente falho Capixaba e de Édson que não deixou ninguém se criar após a saída do afoito/maluco Nino paraíba, que parecia que estava doido para ser expulso.

Que a tão contestada “HIERARQUIA” que Roger Machado tanto pregou, no tempo em que esteve na área tencionava, não perdure.

Quanto a Elias, ficou claro que o time precisa de mais que alguém que converse em campo é preciso correr atrás da bola, coisa que Deus e o mundo vê e que ele não faz. Só Mano Menezes acha que Elias é o mesmo ele que treinou outras equipes, mas toda torcida, comentaristas e setoristas que acompanha hoje o Bahia sabe que não é.

O Bahia contra o Únion Santa Fé não foi exuberante, mas foi competitivo (é o que todos queremos) embora tenha recuado demais, não tomou gol, competiu e jogou com o regulamento embaixo do braço. Mas para ganhar algo é preciso realmente ser assim, tanto que em grande parte do jogo não sofreu de fato, ainda que tenha dado a bola para o time adversário.

Essa segurança me atrevo a dizer: só veio por que o meio-campo correu e porque Ramón ao meu ver foi o melhor em campo, e porque o time não ficou vulnerável como estava em partidas anteriores, tanto que não foi vazado.

Já estou achando que o Bahia vai ser campeão da Sul-Americana? Claro que não, mas, vi uma maturidade, e, antes de qualquer coisa, em meio a esse limitado plantel vi uma entrega, que não sei por que cargas d’agua, não é uma constante. Talvez isso motive para a próxima partida, e que a apatia seja posta de lado e que o triunfo contagie a equipe e mostre que ela pode mais do que oferece.

Não estou satisfeito com o 2020 do Bahia, longe disso, mas é claro que jamais deixarei de comemorar esse triunfo, muito necessário e importante, mas, antes de tudo, a ideia é que a equipe mude a mentalidade, pense como quem vence, quem pode triunfar, como equipe de alta performance e que entenda que está disputando campeonatos nesse nível e precisa fazer por onde pra avançar nelas.

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

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