O Bahia tem que ser eficiente dentro e fora do campo!

"A expectativa é que Mano tire dos atletas o que se espera deles"

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

A Copa Sul-Americana vem aí e o Esporte Clube Bahia vai enfrentar o Melgar-PER, que atualmente ocupa a 8ª colocação no Campeonato Peruano e que se classificou para a fase seguinte da Sula após derrotar o Potosí. Uma equipe que embora pareça ser uma tarefa fácil, é deveras acostumada a disputar competições continentais como a Libertadores e a Sul-Americana de modo recorrente, ou seja, são acostumados com esse tipo de partida e assim o Esquadrão deve ter o cuidado com esse fator. 

 

Pelo que pesquisei, seus principais jogadores são Othoniel Arce e Joel Sánchez, responsáveis por 59,2% dos gols da equipe na Liga Peruana e Sul-Americana. Por causa da pandemia a equipe de Arequipa, localizada a 2.300 metros de altitude está jogando na capital peruana, um alivio quanto a isso, pois a altitude realmente é um fator pesado para equipes do Brasil. 

Quanto ao Bahia, foi muito bem obrigado contra o Nacional-PAR se classificando com êxito e de modo inconteste, pelo menos naquele momento em março, quando escrevi sobre o que podíamos esperar do Bahia, se uma posição de coadjuvante ou de protagonista. Passado todo esse tempo, o Bahia hoje se encontra numa posição intermediária, com atuações oscilantes e sem convencer de fato seu torcedor no Campeonato Brasileiro, nesse meio tempo, trocou de técnico e pouca coisa mudou.  

Importante frisar que o técnico atual é um conhecedor de torneios de mata-mata, o que espero que ajude nessa competição e que ele consiga fazer com que os atletas compreendam como se joga uma Copa para ganhar, e que isso futuramente aconteça. 

Todos estão na bronca, afinal, esperávamos muito mais, como eu costumo dizer, não posso reclamar do administrativo, mas o futebol deve ser tão eficaz quanto à gestão, pois quem dá suporte e visibilidade ao clube é o time em campo.  

Ainda sem contratações para o time principal, além de Elias e Anderson Martins, a torcida busca mais soluções para encaixar no vacilante time em campo. Queremos postura de quem quer ganhar títulos, comprometimento dos atletas, alguns em minha opinião já encerraram o ciclo na equipe e deve dar espaço aos que pedem passagem, coisa que a diretoria não tem conseguido executar. 

A esperança é que cheguem reforços de algum jeito e se não chegar que pelo menos tenha uma atitude digna em campo e que a diretoria seja transparente com a torcida (e não traga refugos para dar satisfação).  

Não há motivos aparentes para que esse time seja tão apático e sem alma, jogadores que se destacaram em outras equipes que simplesmente desaparecem no Bahia ou que fazem corpo mole, sei  lá. A torcida está na bronca, mas atletas como Daniel, Rossi e Rodriguinho tinham mercado quando vieram, e a torcida que hoje reclama, fez coro para que viessem. 

A expectativa é que Mano tire dos atletas o que se espera deles, pelo menos comprometimento, e os façam entender que nossos campeonatos devem ser jogo a jogo, partida a partida e que podemos sim ganhar cada uma delas sem fazer projeções futuras, sem perder pontos e o principal sendo competitivos.

Diego Campos, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

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