Derrota para o Ceará aflora os erros que acompanham o Bahia desde 2019

"série de questionamentos que preocupa o torcedor do Bahia"

Se os resultados positivos diante de Coritiba e Bragantino em Pituaçu e o empate perante o enfraquecido São Paulo trouxeram esperança ao torcedor tricolor, a derrota para o Ceará na noite deste domingo na Arena Castelão, em Fortaleza, fez emergir os camuflados e repetidos erros que acompanham o Bahia desde o segundo turno do Campeonato Brasileiro de 2019, período da queda vertiginosa de produção do time de Roger Machado, ocasião em que o Bahia amargou dez jogos seguidos sem vencer.

 

Voltando a 2020, a formulação do elenco foi composta por contratações planejadas entre diretoria e treinador. E o que realmente mudou nesse “novo” Bahia? Vê-se ainda o reativo time de 2019, que ainda continua com grandes dificuldades para propor o jogo, principalmente quando enfrenta times que jogam recuados, o setor de criação não funciona diante dessa adversidade, o time é previsível e notadamente inofensivo, com raros lampejos. Do banco de reservas quase nunca vem a solução, com exceção de Danielzinho e Saldanha, o primeiro pelo que já desempenhou durante os jogos, se mostra mais capacitado para assumir a titularidade.

Afinal, contratou-se mal e o elenco não é qualificado o suficiente para municiar o técnico Roger? O rendimento dos atletas é o fator motivador para essa inconstância do Bahia? Falta concentração nos jogos? O técnico tem sido infeliz na organização tática? Existe algum problema de relacionamento entre jogadores e técnico? Essa série de questionamentos que preocupa o torcedor do Bahia precisa ser desvendada o quanto antes, afinal, o desempenho do Bahia está aquém das expectativas geradas. Os próximos quatro jogos são contra adversários duros: Palmeiras, Flamengo, Internacional e Grêmio.

O elenco tem uma semana livre, haja vista que já foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil para o River do Piauí. Sábado o Esquadrão enfrenta o Palmeiras, em Pituaçu, às 19h, horário de Brasília, oportunidade para Roger e seus comandados apresentarem um futebol mais confiável, mais aguerrido e muito mais organizado.

Marcelo Elói, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

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3 Comentário

  1. Qualquer adversário, que marque com um pouco mais de intensidade, acua o Bahia,pois o “esquema” previsível de Roger, aliado a pouco movimentação dos jogadores do meio campo e ataque -exceção de Elber- fica fácil para qualquer ganhar do Bahia. Pergunto, o que Rodriguinho fez até agora com a camisa do Bahia, cadê aquele jogador intenso do América Mg e Corinthias? aliás, sempre que o Bahia contrato um jogador de “nome”, com passagem pelo eixo, Sudeste/Sul, parece que só aceitam a proposta pra ganhar dinheiro, principalmente pelo Bahia está pagando em dia. Já deveríamos ter aprendido a lição com outros, como Carlos Alberto, Tiago Ribeiro, Cleberson e etc…

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