Covid-19 x “X” Futebol Clube: Um jogo que só será definido nos “pênaltis”

futebol brasileiro ainda é uma incógnita para reagir a esse terrível vírus

Sem querer fazer nenhum trocadilho com o slogan de determinada rede de TV quando diz que “pega pra valer”, tenho que admitir que, infelizmente, o coronavírus também pega pra valer ou, continua pegando pra valer, por se tratar de uma pandemia que virou o mundo de cabeça para baixo, com alto índice de contaminação, com intensa e tensa ocorrência de óbitos, devastação da economia mundial com paralisação total ou parcial de setores industriais, comerciais e de serviços e até, o nosso futebol, o qual, pelo peso e pujança que tem no cenário nacional, já poderia ter driblado esse maldito vírus, mas, o futebol é quem vem sendo, literalmente, driblado por ele desde o início de uma hipotética e interminável partida iniciada em março, entre “Covid-19 x “X” Futebol Clube”, com o futebol brasileiro ainda sendo uma incógnita para reagir a esse terrível placar que permanece favorecendo à coluna 1, num jogo em que já teve tempo regulamentar esgotado, prorrogação encerrada e agora, partiremos para disputa de “pênaltis”, objetivando reverter um placar tão adverso.

 

E agora, essa disputa de pênaltis, passará por um dos vocábulos que estão mais em moda nesses tempos bicudos de pandemia que são os protocolos, haja vista que, no caso do futebol que é subordinado à jurisdições municipais, estaduais, nacionais e internacionais, ou seja, os clubes estão subalternos às prefeituras, governos de estado, governo federal, federações e confederações nacionais e internacionais o que, na minha modesta visão, haverá um festival de protocolos emitidos ou editados por cada instituição governamental ou entidades que comandam o futebol, a começar por análises e vistorias feitas por autoridades sanitárias municipais nos centros de treinamento dos clubes para verificar se as condições do ambiente estão compatíveis com às normas protocolares. Ademais, em função dos atletas já estarem vivenciando uma “noventena”, já estando três meses sem treinamentos físicos, táticos e técnicos dentro do campo, propriamente dito – não faço fé em treinamento individual feito em casa pelo próprio atleta -, deverá haver uma intertemporada de três a quatro semanas, no mínimo, para o recondicionamento desses profissionais.

Para agravar o quadro, os clubes só atuaram no primeiro trimestre da temporada, quando foram interrompidas todas às competições que estavam em curso: campeonatos regionais, Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Copa Libertadores das Américas e Copa Sul-Americana, sem falar dos Campeonatos Brasileiros das Séries A, B, C e D, cujas competições, estavam previstas para iniciar em maio, o que não ocorreu e nem ocorrerá porque já estamos em meados de junho e, a maior certeza que tenho, é a incerteza de quando tais competições recomeçarão ou iniciarão, haja vista que o grande problema do futebol brasileiro é o seu vasto calendário, recheado de diversas competições regionais, nacionais e intercontinentais, mas, sempre com o déficit de datas para abrigar a realização do grande números de jogos e quanto mais o tempo passa, torna-se cada vez mais remoto, o cumprimento do calendário.

Dando sequência às dificuldades impostas pela pandemia, temos que levar em consideração a curiosa e vexatória situação que passam alguns estádios ou arenas no Brasil. Jamais imaginaríamos que grandes equipamentos esportivos a exemplo do Maracanã, Fonte Nova, Pacaembu, Presidente Vargas no Ceará, estádios que já abrigaram e continuarão abrigando grandes espetáculos que foram frequentados por milhões de torcedores, se transformassem em hospitais de campanha ou instituições filantrópicas credenciadas a cuidar de pacientes infectados pelo coronavírus. Então, mesmo se imaginando que quando retomar à temporada, os jogos aconteçam com a ausência dos torcedores nas dependências dos estádios, qual será ou seria a atmosfera ou o clima para um jogo que for realizado num estádio que abriga pacientes de uma doença tão grave e contagiosa que tem desafiado tanto a ciência como a medicina?

Apesar dos pesares, ainda mantenho a esperança da realização dos Campeonatos Brasileiros, em função dos rebaixamentos e acessos que envolvem as quatro Séries. Aliás, o Campeonato Baiano envolve, também, acesso e descenso, mas, como só cai um e só sobe um, a FBF pode optar pela não realização do campeonato da segunda divisão e, tudo pode ficar por “um quilo”, sem acesso e sem descenso.Quanto às demais competições que foram interrompidas, acho improvável que sejam retomadas, inclusive, a Copa do Nordeste que é organizada pela Liga do Nordeste, mas, entendo que, mesmo tendo a chancela da Confederação Brasileira de Futebol-CBF, além da escassez de datas existentes no calendário para continuidade da competição, sempre percebi a má vontade que a entidade máxima do nosso futebol tem contra o Nordeste. Já a Copa do Brasil, por se tratar de uma competição que proporciona prêmios milionários aos clubes que estão disputando, poderá ter sequência. Quanto à sequência das copas intercontinentais, acho muito difícil que ainda sejam retomadas, em função da América Latina ter se tornado um dos epicentros da pandemia e já temos como exemplo o Brasil.

Vale salientar que todos prognósticos que fiz, não passam de “achômetros”, até porque, não sou descendente e nem condescendente de Madame Beatriz ou de “mãe” Dináh, para fazer exercício de futurologia, uma ciência que só a Deus pertence, entretanto, desde março que ouço das autoridades sanitárias falar muito em curva, platô e pico dessa doença. Começaram a projetar que o pico aconteceria em maio, adiaram para junho e agora que já estamos em meados de junho e ainda com Santo Antônio, São João e São Pedro mantidos em pleno isolamento religioso, enquanto já se fala em adiar o pico da doença para julho, agosto…. O fato é que daqui até a bola rolar por esse Brasil a dentro, haja curva, platô, pico e muitos protocolos.

#FiqueInCasa

José Antônio Reis, torcedor do Bahia e colaborador do Futebol Bahiano.

 

 

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